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Do Pico para a Califórnia, o "rei da batata doce" vende cem milhões de quilos por ano

Manuel recebeu esta quarta-feira a visita do presidente do Governo dos Açores na sua fábrica de batata doce.
Lusa 13 de Fevereiro de 2019 às 19:09
Manuel Eduardo Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira
Manuel Eduardo Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira
Manuel Eduardo Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira
Fábrica de batata doce de Manuel Vieira

Manuel Eduardo Vieira nasceu no Pico em 1945, foi para o Brasil, fixou-se nos Estados Unidos, e recebeu esta quarta-feira a visita do presidente do Governo dos Açores na sua fábrica de batata doce.

A empresa, conta Manuel Eduardo Vieira, começou em 1960, por iniciativa de um tio, irmão do seu pai, que emigrou para a Califórnia em 1920.

"Eu vou para o Brasil em 1962 e em 1977 tenho a oportunidade de comprar a empresa. Ele teve a empresa por 17 anos, eu tenho há 42 anos", confidencia o picaroto, conhecido como o "rei da batata doce".

Atualmente, o empresário tem 800 funcionários a trabalhar consigo, mas "na época alta esse número sobe para 1400".

"Somos hoje o maior produtor e distribuidor do mundo de batata doce orgânica. Vendemos agora aproximadamente 100 milhões de quilos por ano para um mercado de 390 milhões de pessoas, entre os Estados Unidos, Canadá e México", conta, ladeado pelo presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro.

Nos últimos anos, tem havido um "crescimento de 15 a 20% na parte biológica, a parte convencional tem-se mantido".

Exportar para a Europa é difícil porque "não há produção suficiente para arriscar a venda" e, sendo a batata doce "um produto perecível, é um risco enviar o produto para tão longe, em contentores, em temperaturas às vezes não adequadas", explicou.

Aos jornalistas, Vasco Cordeiro elogiou o trabalho deste "açoriano na Califórnia" e valorizou o "conhecer de perto" do "trabalho extraordinário das comunidades", que "criam valor" e ajudam no progresso dos povos.

O governante, que se encontra em visita oficial à Califórnia até sexta-feira, destaca ainda que tem procurado dar a conhecer o que tem sido feito nos Açores "em termos de desenvolvimento e crescimento económico", para, "quem sabe", suscitar "oportunidades de investimento" junto de norte-americanos e lusodescendentes.

Depois da visita ao "rei da batata doce", Vasco Cordeiro esteve numa exploração de produção de leite propriedade de João Pires, natural da ilha Terceira.

O chefe do executivo açoriano está em visita oficial ao estado norte-americano da Califórnia até sexta-feira.

Para quinta-feira, está previsto um encontro com o autarca ['mayor'] de Artesia, Tony Lima, assim como com a comunidade açoriana da área de Los Angeles e uma sessão promovida pela Sociedade de Desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA) em Los Angeles sobre as oportunidades de investimento externo na região.

Na sexta-feira, último dia da visita, o programa inclui um encontro com o 'mayor' de San Diego, Kevin Faulconer, uma visita ao memorial em honra dos pescadores de atum, atividade com grande ligação à emigração açoriana, uma homenagem aos emigrantes açorianos de San Diego e um encontro com a comunidade residente nesta zona da Califórnia.

Segundo dados oficiais, a população de origem portuguesa na Califórnia é de cerca de 345 mil pessoas, estimando-se que cerca de 70% seja oriunda dos Açores.

Nesta deslocação oficial, o presidente do Governo dos Açores é acompanhado pelo secretário regional com a tutela das Relações Externas, Rui Bettencourt, e por deputados do PS e do PSD à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

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