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Dois jornalistas barricados com padres e estudantes feridos no Nicarágua

Acontecimento surge após assalto das forças de segurança do governo e milícias terem atacado a Universidade Nacional Autónoma.
Por Lusa|14.07.18
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Os grupos paramilitares que cercam a casa paroquial da Divina Misericórdia de Manágua deixaram sair na sexta-feira à noite dois dos quatro jornalistas que ali estavam refugiados e onde ainda se encontram padres e estudantes feridos.

Ismael López, da BBC Mundo, e Joshua Partlow, do The Washington Post, segundo a agência de notícias Efe, saíram sexta-feira à noite daquele espaço, para o qual estavam a ser transferidos estudantes feridos, depois do assalto das forças de segurança do Governo e milícias terem atacado a Universidade Nacional Autónoma da Nicarágua (UNAN) para desalojar os jovens que aí se encontravam barricados desde maio.

A libertação dos jornalistas veio depois de várias conversas entre elementos da polícia e um membro da Cruz Vermelha e depois de passarem várias horas nas mãos das forças de segurança governamentais. José Noel Marenco, da 100% News, e Sergio Marín, da La Mesa Redonda, permanecem no local.

Recorde-se que duas pessoas morreram sexta-feira à noite em Masaya, no final de um discurso do Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, naquela cidade que é um símbolo da revolta popular contra o Governo, informou uma associação de direitos humanos.

O confronto decorreu no parque central de Masaya, onde desemboca o distrito indígena Monimbó, ainda cheio de barricadas e o último grande bastião dos manifestantes que exigem a renúncia de Ortega.

Segundo a Associação Nicaraguense dos Direitos Humanos (ANPDH), pelo menos duas pessoas morreram no confronto, no qual foram usadas armas pesadas, segundo a agência de notícias espanhola Efe.

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