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Dois militares russos mortos por tiros de morteiro na Síria

O número de baixas militares russas na Síria reconhecidas oficialmente por Moscovo aumenta para 30 desde finais de setembro de 2015.
11 de Abril de 2017 às 14:05
Dois militares russos mortos por tiros de morteiro na Síria
Dois militares russos mortos por tiros de morteiro na Síria FOTO: Getty Images
Pelo menos dois militares russos foram mortos por tiros de morteiro na Síria durante um ataque contra uma unidade do exército sírio, informou esta segunda-feira o Ministério da Defesa russo.

Segundo Moscovo, os militares russos eram instrutores de tiro e integravam a unidade das forças de Damasco nessa qualidade.

Outro militar russo ficou gravemente ferido no ataque, indicou um comunicado do ministério, citado pelas agências russas.

"Dois militares russos, integrados numa unidade das tropas sírias como instrutores de tiro, e um oficial russo que exercia a função de consultor militar, foram atacados com fogo de morteiro por um grupo de combatentes" da oposição síria, referiu a nota informativa.

"Dois militares russos morreram. Os médicos militares estão a tentar salvar a vida do outro militar", informou o ministério, acrescentando que foi proposta a condecoração destes militares.

Com este incidente, o número de baixas militares russas na Síria reconhecidas oficialmente por Moscovo aumenta para 30 desde finais de setembro de 2015, altura em que a Rússia iniciou uma campanha de apoio às forças do Presidente da Síria e um seu aliado tradicional, Bashar al-Assad, contra o terrorismo.

Um dos incidentes que envolveu mais baixas aconteceu a 1 de agosto de 2016, quando cinco militares russos morreram num acidente com um helicóptero, abatido no noroeste da Síria.

Em fevereiro último, o Ministério da Defesa russo também divulgou que quatro militares russos tinham perdido a vida na sequência do rebentamento de uma mina artesanal na zona de Homs, na região centro da Síria.

No passado mês de março, o jornal russo RBK, que tem mantido uma linha editorial muito crítica em relação ao Kremlin (Presidência russa), denunciou a morte de pelo menos nove cidadãos russos na Síria, seis deles seriam elementos contratados de uma empresa militar privada.
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