Advogado e antigo banqueiro tinha sido nomeado por Barack Obama, em 2012, para o conselho de governadores da Fed.
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, nomeou esta quinta-feira um atual dirigente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, o republicano Jerome Powell, para a presidência da instituição, onde vai suceder a Janet Yellen.
"Comprometo-me a tomar decisões com objetividade (...) na longa tradição de independência da política monetária", afirmou Powell, assim que se soube da sua nomeação.
"Se a minha nomeação for confirmada pelo Senado, farei tudo o que estiver ao meu alcance para atingir os objetivos de uma estabilidade de preços e de um emprego máximo", prometeu igualmente.
Com 64 anos, este advogado e antigo banqueiro, que também já teve responsabilidades no Departamento do Tesouro, durante a presidência de George H. W. Bush, tinha sido nomeado por Barack Obama, em 2012, para o conselho de governadores da Fed.
No exercício deste cargo, trabalhou com o antecessor de Yellen, Ben Bernanke, quando a Fed começou, a partir de 2013, a diminuir as suas compras de ativos e os seus apoios massivos à economia.
Trabalhou a seguir, durante quatro anos, com a primeira mulher a liderar a Fed, a democrata Janet Yellen, da qual sempre aprovou as decisões de política monetária.
"Não deve haver mudança significativa de política monetária com Powell", comentou Tim Duy, professor de economia, especialista na Fed.
"É um homem capaz de criar consenso", garantiu, por seu lado, o economista da FTN Financial, Chris Low.
"Os investidores devem estar aliviados por esta nomeação, uma vez que encarna a figura de um responsável estável e dirigente, que favorece o 'statu quo' nas taxas e a normalização do balanço da Fed", acrescentou Terry Sheehan, economista na Oxford Economics.
Ben Bernanke atribuiu-lhe "uma reputação de moderado e conciliador".
Este republicano de discurso ponderado revela-se uma escolha tranquilizadora e familiar para os investidores, mesmo que alguns lhe critiquem o facto de não ser um economista de formação. Esta é a primeira vez em três décadas que o presidente da Fed não possui um doutoramento em economia.
Apesar de favorecer mais instrumentos de controlo e proteção financeiros depois da crise de 2008-2009, destacou-se recentemente na Fed ao apoiar a redução de regulamentações incidentes sobre a banca, um dos cavalos de batalha do governo de Trump.
"Mais regulamentação nem sempre é a melhor resposta a todos os problemas", afirmou há pouco. Sustenta assim uma refundação da designada regra Volcker, que proíbe que os bancos especulem por sua própria conta e risco.
Nascido em Washington, em 04 de fevereiro de 1953, Jerome 'Jay' Powell, casado e pai de três filhos, fez estudos de ciência política na Universidade de Princeton, no Estado de Nova Jérsia, e depois direito na Universidade Georgetown, no Estado de Washington.
Advogado de negócios, foi nomeado subsecretário do Tesouro, por George H. W. Bush, em 1992, onde dirigiu a área das instituições financeiras.
Antigo sócio do mega fundo de investimento norte-americano Carlyle, entre 1997 e 2005, tem uma fortuna avaliada entre 20 milhões e 55 milhões de dólares.
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