Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
4

Donald Trump violou a lei ao reter ajuda à Ucrânia

Relatório foi revelado no dia em que o Senado abriu formalmente o julgamento para destituir o presidente por abuso de poder e obstrução.
Ricardo Ramos 17 de Janeiro de 2020 às 01:30
Julgamento de Trump no Senado começou com a entrega dos artigos de destituição
Donald Trump
Donald Trump
Donald Trump
Julgamento de Trump no Senado começou com a entrega dos artigos de destituição
Donald Trump
Donald Trump
Donald Trump
Julgamento de Trump no Senado começou com a entrega dos artigos de destituição
Donald Trump
Donald Trump
Donald Trump
Pela terceira vez na sua história, o Senado dos Estados Unidos começou esta quinta-feira a julgar um presidente por "altos crimes e delitos graves". No banco dos réus senta-se Donald Trump, acusado de abuso de poder e obstrução ao Congresso por causa das alegadas pressões à Ucrânia para investigar o rival democrata Joe Biden.

O arranque do julgamento, com a entrega e leitura formal dos artigos de destituição, coincidiu com a publicação de um relatório arrasador que acusa o presidente de ter violado a lei em busca de benefícios políticos pessoais.

Apesar de não ter valor judicial, o relatório, do Gabinete de Supervisão do Governo, um órgão independente e apartidário do Congresso, vem reforçar os argumentos dos democratas ao afirmar, preto no branco, que Trump violou a lei ao reter a ajuda militar à Ucrânia para pressionar o governo de Kiev a investigar Biden.

"O cumprimento fiel da lei não permite que o presidente substitua as políticas aprovadas pelo Congresso pelas suas própria prioridades políticas", refere o relatório, notando que a ajuda à Ucrânia, no valor de mais de 400 milhões de euros, já tinha sido aprovada pelo Congresso.

Trump nega ter pressionado a Ucrânia para investigar Biden, mas esta quinta-feira foi diretamente implicado por um dos principais protagonistas do caso.

Trata-se de Lev Parnas, um empresário que trabalhou para o advogado de Trump, Rudolph Giuliani, e que manteve contactos diretos com responsáveis ucranianos. Segundo Parnas, o presidente "sabia exatamente o que se estava a passar" e estava ao corrente dos seus esforços em Kiev para forçar as autoridades ucranianas a comprometerem-se com a investigação a Biden.

Parnas confirmou ainda que Trump "decidiu suspender a ajuda militar" depois de o governo ucraniano ter rejeitado as pressões iniciais para investigar o democrata.

PORMENORES
Embaixadora vigiada
Documentos vindos a público esta semana indicam que a ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia, Marie Ivanovich, poderá ter sido alvo de vigilância em Kiev por parte dos associados de Rudolph Giuliani. Democratas dizem que revelação é "perturbadora" e prometem inquérito.

Kiev pede ajuda ao FBI
O governo ucraniano pediu esta quinta-feira a ajuda do FBI na investigação às tentativas de alegados hackers russos de acederem aos sistemas informáticos da empresa Burisma, na qual trabalhou Hunter Biden, filho do candidato democrata Joe Biden.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)