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Correio da Manhã

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Draghi segura Napolitano

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), o italiano Mario Draghi, terá sido o responsável pela não demissão do presidente Giorgio Napolitano.
1 de Abril de 2013 às 01:00

Em telefonema ao chefe de Estado italiano, Draghi lembrou que uma demissão no atual momento de crise política daria o sinal errado aos parceiros da União Europeia (UE).

Segundo o ‘Corriere della Sera’, o líder do BCE lembrou a Napolitano que a sua saída seria vista como mais um sinal de debilidade do país. Além do mais, implicaria um novo castigo dos mercados aos juros da dívida italiana. "É preciso evitar deixar o país com um governo demissionário, um Parlamento incapaz de formar uma maioria e agora com um chefe de Estado que se vai embora", terá dito Draghi.

O líder do BCE assegurou ainda que os parceiros da UE não iriam compreender os motivos jurídicos da decisão de Napolitano. De facto, este queria demitir-se antes do final do mandato, em maio, para que o seu sucessor convocasse novas eleições. À luz da Constituição, o presidente não pode dissolver o Parlamento e convocar eleições nos últimos seis meses do mandato.

Ao convencer Napolitano a ficar, Draghi reforçou a ideia de que a solução para o impasse político não deve passar pela repetição das eleições. Contudo, esse cenário parece inevitável. De facto, tanto o partido de Silvio Berlusconi como o de Beppe Grillo rejeitaram já a proposta de Napolitano para criar duas comissões de sábios encarregadas de definir as reformas necessárias para salvar o país. Napolitano foi ainda criticado por não ter nomeado nenhuma mulher para as comissões.

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