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Correio da Manhã

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'Drones' voltam a silenciar rádio do Daesh

Americanos mataram pelo menos 26 supostos 'jihadistas'.
13 de Julho de 2016 às 17:46
Barack Obama anunciou que os Estados Unidos vão manter neste país asiático 8.400 soldados quando terminar o seu mandato em janeiro
Barack Obama anunciou que os Estados Unidos vão manter neste país asiático 8.400 soldados quando terminar o seu mandato em janeiro FOTO: Carlo Allegri/Reuters
Aviões de guerra não tripulados norte-americanos ('drones') voltaram esta quarta-feira a silenciar a Voz do Califado, a emissora do grupo Daesh no Afeganistão e mataram pelo menos 26 supostos 'jihadistas', referiram fontes oficiais.

A estação de rádio tinha voltado a emitir em maio na província de Nangarhar (leste do país), após ter sido destruída em fevereiro por bombas lançadas por 'drones' norte-americanos.

"A rádio do Daesh foi destruída esta manhã num bombardeamento de um 'drone' de tropas estrangeiras na zona de Mohmandara do distrito de Achin", disse à agência noticiosa Efe Attaullah Khogyanai, porta-voz do governador provincial.

Em comunicado o gabinete do governador informou que pelo menos 26 'jihadistas' foram mortos em dois ataques de 'drones', que atuam em apoio das forças governamentais afegãs.

A rádio era sintonizada em frequência modulada em áreas do sul desta província fronteiriça com o Paquistão em línguas como o pashtun, dari, uzbeque, árabe e punjabi, com conteúdos que incluíam o recrutamento para as fileiras 'jihadistas' e propaganda contra o Governo afegão.

A emissora tinha já sido destruída em fevereiro num ataque de 'drones' dos Estados Unidos que provocou 29 mortos, e quando funcionava há dois meses, também com conteúdos em língua inglesa.

Achin é o distrito onde os 'jihadistas' se têm mostrado mais ativos no Afeganistão. Apesar de as forças afegãs terem assegurado em março que os derrotaram em toda a província, os combates prosseguem em diversas regiões.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou que os Estados Unidos vão manter neste país asiático 8.400 soldados quando terminar o seu mandato em janeiro, ao contrário dos 5.500 inicialmente previstos.
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