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Eduardo Cunha condenado a 15 anos de prisão por corrupção

Ex-presidente do parlamento brasileiro foi acusado de "mentir" aos seus pares.
30 de Março de 2017 às 18:48
O deputado brasileiro Eduardo Cunha
Sérgio Moro, Operação Lava Jato, Brasil, ex-presidente,  Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, Brasília, Curitiba
Eduardo Cunha jurou vingar-se dos deputados que o afastaram da presidência da Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha, que liderou o processo de destituição da presidente Dilma Rousseff, é alvo de várias investigações na Lava Jato
O deputado brasileiro Eduardo Cunha
Sérgio Moro, Operação Lava Jato, Brasil, ex-presidente,  Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, Brasília, Curitiba
Eduardo Cunha jurou vingar-se dos deputados que o afastaram da presidência da Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha, que liderou o processo de destituição da presidente Dilma Rousseff, é alvo de várias investigações na Lava Jato
O deputado brasileiro Eduardo Cunha
Sérgio Moro, Operação Lava Jato, Brasil, ex-presidente,  Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, Brasília, Curitiba
Eduardo Cunha jurou vingar-se dos deputados que o afastaram da presidência da Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha, que liderou o processo de destituição da presidente Dilma Rousseff, é alvo de várias investigações na Lava Jato

O antigo deputado Eduardo Cunha, que entre 2015 e 2016 foi presidente da Câmara dos Deputados do Brasil e comandou o processo que levou à destituição da presidente Dilma Rousseff em Agosto do ano passado, foi condenado esta quinta-feira a 15 anos e quatro meses de prisão por corrupção. Cunha, que está preso em Curitiba desde Outubro passado, foi condenado pelo juiz Sérgio Moro em uma das ações que enfrenta no âmbito da operação anticorrupção conhecida como Lava Jato, comandada por aquele magistrado.

Moro considerou Eduardo Cunha culpado dos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e evasão de divisas. O Ministério Público tinha acusado o ex-homem-forte do parlamento de usar o cargo e receber milhões de dólares de "luvas" para intermediar e facilitar um negócio de exploração de petróleo pela Petrobrás no Benim, na África.

O dinheiro foi enviado para uma conta secreta de Cunha na Suíça, que por causa disso perdeu o mandato parlamentar no ano passado. Antes, em Abril, ele já tinha sido tirado da presidência da Câmara dos Deputados pelo Supremo Tribunal Federal, que o considerou indigno de exercer a função.

Os advogados de Cunha já anunciaram que vão recorrer da condenação às instâncias superiores da justiça, e disseram-se perplexos com a inusitada rapidez com que Sérgio Moro proferiu a sentença. Segundo os advogados, é estranho e muito suspeito que o magistrado tenha condenado Cunha já esta quinta-feira, apenas menos de três dias depois de a defesa ter apresentado as alegações finais, o que, ainda de acordo com eles, faz parecer que o juiz já tinha a sentença pronta.

Em Fevereiro passado, ao depor a Moro, Cunha anunciou que tinha um aneurisma cerebral, posteriormente confirmado por exames médicos, e pediu para ser libertado e poder tratar-se. Mas o temido juiz negou, alegando que os serviços prisionais têm condições de garantir a Cunha na prisão toda a assistência de que ele necessitar.

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