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Correio da Manhã

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Ele não queria matar os filhos

John Hogan, o britânico que em Agosto de 2006 se lançou de uma varanda de um hotel na ilha grega de Creta com dois filhos nos braços, declarou-se ontem inocente. Também a ex-mulher de Hogan, mãe das crianças, afirmou em tribunal que este não pretendia matar os filhos.
22 de Janeiro de 2008 às 00:00
“Ele não queria matar os meus filhos”, declarou em tribunal Natasha Steele, de 35 anos, apesar de reconhecer que as férias da família em Creta foram marcadas por uma série de discussões conjugais. “O seu historial familiar contribuiu para os problemas que tem. Os seus irmãos Stephen e Paul suicidaram-se”, acrescentou Natasha sobre o ex-marido, que a 1 de Setembro de 2006 voltou, ele próprio, a tentar pôr termo à vida na prisão grega de Korydallos, onde se encontrava detido.
MUITO DEPRIMIDO
Ainda segundo a ex-mulher, Hogan teve ataques de pânico e estava cada vez mais deprimido. Há muito que o casamento estava em crise e as férias em Creta eram vistas como uma espécie de ‘tábua de salvação’, um ‘tudo ou nada’ que acabou em tragédia, depois de Hogan ter ficado a sós com as crianças após mais uma discussão com a mulher. Hogan lançou-se da varanda do 4.º andar de um hotel com os dois filhos. Uma das crianças, Liam, de seis anos, morreu, enquanto a outra, Mia, então com dois anos, foi hospitalizada juntamente com o pai. Ao director do hospital onde foi internado com a filha, que partiu apenas um braço, Hogan – ficou ferido num braço, numa perna e no tórax – contou que estava bastante embriagado e que não se recordava bem do que se passou.
Ontem, no início do julgamento por homicídio, Hogan, de 34 anos, negou ter tido a intenção de matar os filhos. O advogado Dimitris Xyritakis declarou que o seu cliente “não estava mentalmente capaz de perceber o que fazia”.
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