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Eleição de Von der Leyen no epicentro da agenda da sessão plenária do Parlamento Europeu

Se a candidata apontada pelo Conselho Europeu não obter a maioria necessária, os chefes de Estado e de Governo terão de propor um novo candidato no prazo de um mês.
Lusa 13 de Julho de 2019 às 08:36
Ursula von der Leyen, ministra alemã da Defesa
Ursula Von Der Leyen
Ursula Von Der Leyen
Ursula von der Leyen, ministra alemã da Defesa
Ursula Von Der Leyen
Ursula Von Der Leyen
Ursula von der Leyen, ministra alemã da Defesa
Ursula Von Der Leyen
Ursula Von Der Leyen
A votação para a eleição da alemã Ursula von der Leyen, indicada pelo Conselho Europeu para a presidência da Comissão Europeia, será o ponto alto da sessão plenária do Parlamento Europeu, que começa na segunda-feira em Estrasburgo.

Na terça-feira, a ainda ministra alemã da Defesa terá a sua 'prova de fogo' na assembleia europeia: depois de proferir uma declaração inicial, às 09h00 locais (menos uma hora em Lisboa), e de debater com os eurodeputados quais serão as suas prioridades para os próximos cinco anos até às 12h30, Ursula von der Leyen terá de aguardar pela votação agendada para as 18h00 para ver (ou não) confirmada a sua nomeação como presidente da Comissão Europeia.

A candidata designada pelo Conselho Europeu necessita obter uma maioria absoluta - metade dos eurodeputados mais um -- para suceder ao luxemburguês Jean-Claude Juncker na presidência do executivo comunitário, mas após a ronda de consultas com os grupos políticos com assento no Parlamento Europeu (PE) a sua nomeação não parece certa.

Com o garantido respaldo político da sua família, o Partido Popular Europeu (PPE), Von der Leyen precisa ainda de convencer os Socialistas e Democratas (S&D) e os liberais do Renovar a Europa que, após terem reunido com a candidata, mantiveram a indecisão quanto ao sentido de voto das suas bancadas, condicionando-o às respostas que esta der aos seus pedidos e aos compromissos que estiver disposta a assumir.

À política alemã bastaria, para ser eleita, o apoio das três maiores famílias políticas -- o 'seu' Partido Popular Europeu (PPE), socialistas e liberais --, as que estão representadas no Conselho Europeu e que acordaram o 'pacote' de nomeações para os cargos institucionais de topo da União Europeia para os próximos cinco anos, e que entre si somam 444 eurodeputados.

Se falhar na missão de convencer socialistas e liberais, e tendo em conta que dentro do próprio PPE pode haver dissidentes -- o voto é secreto -, Von der Leyen poderá ser mesmo 'chumbada', já que os Verdes europeus e a Esquerda Unitária (GUE/NGL) já anunciaram que votarão contra, e os eurocéticos Identidade e Democracia e grupo dos Conservadores e Reformistas monstraram-se pouco propensos a apoiar a nomeação, em resposta ao 'cordão sanitário' imposto aos seus eurodeputados pelas grandes famílias políticas na distribuição dos lugares de responsabilidade do PE.

Neste momento, o número de eurodeputados que compõem o hemiciclo é de 747 e não 751, visto que a Dinamarca ainda não comunicou à assembleia europeia quem vai ficar com o lugar de Jeppe Kofod, que terminou o mandato para se tornar ministro dinamarquês dos Negócios Estrangeiros, e Espanha não preencheu três lugares, devido à questão catalã, pelo que a política alemã necessitaria de 374 votos favoráveis.

Caso a candidata apontada pelo Conselho Europeu há uma semana, depois de uma longa maratona negocial que se prolongou durante três dias, não obtenha a maioria necessária, os chefes de Estado e de Governo terão de propor um novo candidato no prazo de um mês.

A eleição da próxima presidente da Comissão Europeia remete para segundo plano a restante agenda daquela que é a segunda sessão plenária do novo PE, nomeadamente o debate sobre a situação política, económica, social e humanitária na Venezuela com a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, na terça-feira à noite - uma resolução será depois votada na quinta-feira.

Outro debate, desta feita sobre as operações de salvamento no Mediterrâneo e as posições divergentes dos países da UE em matéria de migração e asilo, decorra na quarta-feira, às 15:00, na presença de representantes do Conselho e da Comissão.

No mesmo dia, às 10:00, o primeiro-ministro finlandês, Antti Rinne, vai apresentar aos eurodeputados as prioridades da presidência finlandesa do Conselho da UE para este semestre e, às 12:00, a assembleia vai votar a composição numérica das delegações, responsáveis pelos contactos do PE com países fora da UE, com a lista dos eurodeputados que vão integrar cada delegação a ser anunciada em plenário ao final da tarde.
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