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Eleição presidencial no Rio de Janeiro pode ser decidida antes da segunda volta

Cenário pode favorecer o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro (PL).

05 de outubro de 2026 às 06:19

A definição sobre quem irá governar o Rio de Janeiro nos próximos quatro anos pode ser definida antes da segunda volta, em 25 de outubro, num cenário que pode favorecer o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro (PL).

Deputado e presidente do Legislativo estadual do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), de 37 anos, ultrapassou as expetativas apontadas nas sondagens de intenção de voto, tendo registado na primeira volta 4.271.199 votos, 49,27%, dos votos escrutinados.

Já o ex-autarca da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que obteve  3.706.984 dos votos válidos (42,7¨6%), é um político de centro do PSD, que contou com apoio do atual Presidente Lula da Silva.

O resultado, que decidirá a realização ou não de uma segunda volta no Rio, precisa de ser confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral, tomando em consideração que um dos concorrentes, Anthony Garotinho, cuja candidatura "sub judice" lhe permitiu disputar a corrida beneficiando de uma decisão judicial provisória e urgente, terá agora que ser confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Garotinho teve autorização para disputar o pleito, mas os votos que recebeu ainda que computados no cálculo eleitoral, dependem do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, a quem cabe encerrar a polémica sobre o futuro dos votos.

Caso o TSE decida, antes da segunda volta, invalidar os 274.411 votos que Garotinho recebeu, o cálculo final sobre votos válidos para o cargo de Governador do Rio de Janeiro muda, o que fará com que Douglas Ruas obtenha 50,88%.

Desde março deste ano, o Rio de Janeiro é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, quarto na linha sucessória do comando do Executivo estadual, e que não disputou as eleições.

A cadeira para o Executivo estadual ficou "vaga", após o governador e vice renunciarem, e a terceira pessoa na linha sucessória, então presidente do Legislativo do Estado do Rio de Janeiro, não assumiu o comando do Palácio Guanabara, porque foi preso em março por envolvimento com a fação criminosa Comando Vermelho.

Com a prisão e afastamento de Rodrigo Bacellar, os deputados realizaram, em abril, uma eleição interna e, com isso Douglas Ruas tornou-se o novo presidente do Legislativo Estadual do Rio de Janeiro.

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