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Eleito californiano demite-se por acusações de assédio sexual

"Apesar de não ser culpado de qualquer desses crimes, admito que não sou perfeito", disse Raul Bocanegra.
Lusa 27 de Novembro de 2017 às 22:08
Raul Bocanegra
Raul Bocanegra
Raul Bocanegra
Raul Bocanegra
Raul Bocanegra
Raul Bocanegra
Um membro da legislatura da Califórnia, o democrata Raul Bocanegra, eleito por Los Angeles, tornou-se esta segunda-feira o primeiro eleito deste Estado a demitir-se por acusações de assédio sexual, quando o tema está em destaque na instituição.

Bocanegra tinha afirmado que não iria disputar a reeleição e que sairia no fim da próxima sessão legislativa. Mas esta segunda-feira disse que tinha decidido sair imediatamente, depois de uma reflexão no final de semana, com familiares, amigos e apoiantes.

Em comunicado emitido esta segunda-feira pelo seu gabinete, Bocanegra declarou que esperava poder limpar o seu nome.

"Mas, claramente, o princípio de 'inocente até prova em contrário' foi perdido temporariamente num furacão de oportunismo político", escreveu.

"Apesar de não ser culpado de qualquer desses crimes, admito que não sou perfeito", acrescentou.

As alegações contra Bocanegra vieram à luz pela primeira vez no mês passado, quando uma integrante do 'staff' legislativo, Elise Gyore, afirmou que o tinha mencionado a investigadores parlamentares em 2009, quando os dois eram membros do 'staff', depois de ele a ter assediado num clube noturno e enfiado as mãos na sua blusa num evento pós-laboral.

O jornal Los Angeles Times noticiou na semana passada que Bocanegra é acusado de apalpar ou beijar numerosas mulheres sem o consentimento destas, mesmo depois de ter sido repreendido pelo seu comportamento para com Gyore em 2009.

Uma comissão da Assembleia Estadual da Califórnia, a câmara baixa da legislatura californiana, vai ter na terça a primeira de várias audições públicas destinadas a melhorar a cultura do Congresso estadual que as mulheres acusam de permitir a impunidade dos autores de mau comportamento sexual.

Mais de 150 mulheres, que trabalham no Capitólio, ou em funções relacionadas com ele -- incluindo congressistas, conselheiros, lobistas e conselheiros políticos -- assinaram uma carta que evidenciou o que designaram por cultura de assédio.
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