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Em 105 dias abateu 505 soldados. Os segredos do "Morte Branca", o maior pesadelo do exército russo

Livro revela os segredos do maior atirador da história.
Correio da Manhã 12 de Agosto de 2019 às 21:18
Simo Häyhä
Simo Häyhä
Simo Häyhä
Simo Häyhä
Simo Häyhä
Simo Häyhä
Simo Häyhä
Simo Häyhä
Simo Häyhä
Simo Häyhä, apelidado pelos inimigos como "Morte Branca", foi o grande pesadelo do exército russo durante a guerra de Inverno (1939-1940) entre a Rússia e a Finlândia. Simo, o atirador mais mortífero da história, foi considerado uma lenda para os finlandeses. Em 105 dias abateu 505 soldados num cenário de extrema dificuldade, no inverno gelado da fronteira entre Rússia e Finlândia, com as temperaturas entre os 20 e os 40 graus negativos.

Os segredos da eficácia mortífera de Simo Häyhä são agora revelados num livro escrito por Tapio Saarelainen, um atirador ao serviço do exército finlandês.

Com base em entrevistas ao atirador histórico e visitas aos locais onde "Morte Branca" atuou, Saarelainen conta como Simo se tornava invisível para o inimigo: tapava a boca com neve para que o inimigo não lhe pudesse ver o bafo ao longe. 

Com pouco mais de 1,5 metros de altura e armado com uma espingarda M28 Pystykorva, sem mira telescópica, o "Morte Branca" amontoava neve à volta do buraco onde se escondia para que esta não dispersasse quando disparava.

As estratégias que utilizou para chegar aos russos foram truques de caça herdados do pai. 'Caçava' o inimigo e se algo estivesse fora do sítio entrava em modo 'morte' e atacava. 

Simo tornou-se o alvo prioritário para o exército de Estaline, que enviou os melhores atiradores para o localizar. Nunca conseguiram, mas os bombardeamentos russos, na tentativa de o obrigar a sair da posição, acabaram por o apanhar. Foi encontrado em coma pelos companheiros, com o lado esquerdo do corpo desfigurado.

Recuperou a consciência uma semana após o ataque, na altura em que Rússia e Finlândia assinaram um acordo de paz.

Simo não usou mais a arma para matar homens, mas regressou às florestas para caçar alces, como aprendera com o pai.
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