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Correio da Manhã

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Embaixada da Venezuela em Brasília invadida por simpatizantes de Juan Guaidó

Situação na representação diplomática motivou uma reunião de emergência do governo brasileiro.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 13 de Novembro de 2019 às 16:34
Juan Guaidó
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A Embaixada da Venezuela em Brasília foi esta quarta-feira invadida e tomada por um grupo alegadamente ligado ao líder oposicionista daquele país, Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino. A situação na representação diplomática motivou uma reunião de emergência do governo brasileiro, enquanto a ONU, através de um comunicado, lembrou que a segurança da embaixada é da responsabilidade das autoridades federais do Brasil.

Maria Teresa Belandria, nomeada embaixadora da Venezuela por Guaidó, afirmou que não houve invasão e que foram funcionários diplomáticos que decidiram assumir o controlo da representação diplomática, deixando de obedecer ao presidente oficial da Venezuela, Nicolás Maduro, e passando a responder ao autoproclamado presidente interino, Guaidó. Já Freddy Menegotti, encarregado de negócios da Venezuela no Brasil, desmentiu a versão de que os diplomatas e funcionários tenham mudado de lado e passado a apoiar o líder oposicionista, e afirmou que a embaixada foi invadida à força sem que as autoridades brasileiras tenham feito fosse o que fosse para impedir.

Ao final da manhã, Jorge Arreaza, ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, declarou que a embaixada foi alvo de um ataque premeditado, para coincidir com o início da Cimeira dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que teve início esta quarta-feira na capital brasileira, para que o ato tivesse repercussão mundial. Entre os BRICS, só o Brasil reconhece Juan Guaidó como presidente, os outros continuam a reconhecer Maduro.

Acusado de ter facilitado a invasão, ou, ao menos, de não a ter impedido, o governo de Jair Bolsonaro, que é francamente favorável a Guaidó, negou. O GSI, Gabinete de Segurança Institucional do governo brasileiro, emitiu um comunicado em que é reconhecido que a representação diplomática venezuelana realmente foi atacada e ocupada, mas negou qualquer participação brasileira no incidente.
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