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Correio da Manhã

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Emprego ajuda o presidente

A última semana antes das eleições corre bem a Barack Obama. Depois de ter subido nas sondagens graças à forma como liderou a resposta à tempestade ‘Sandy’, ontem ficou a saber-se que 171 mil norte-americanos encontraram emprego no mês de Outubro, num sinal de recuperação da economia. Romney, que dominou as sondagens desde o primeiro debate, ainda deve estar a tentar perceber o que correu mal.
3 de Novembro de 2012 às 01:00
Romney liderou as sondagens desde o primeiro debate televisivo contra Obama
Romney liderou as sondagens desde o primeiro debate televisivo contra Obama FOTO: d.r.

Apesar de modestos, os números parecem mostrar um aumento da confiança dos trabalhadores e empresas. Até o facto de a taxa de desemprego ter subido uma décima (7,9 %) é um indicador de recuperação, porque significa que mais pessoas estão inscritas nos centros de emprego, ou seja, que acreditam que têm agora mais hipóteses de arranjar trabalho.

"Fizemos grandes progressos, mas ainda temos muito trabalho pela frente", afirmou ontem Obama no Ohio, um dos estados que decidem a eleição. As sondagens mostram os dois candidatos empatados a nível nacional com 46%, mas apontam para ligeira vantagem de Obama nos estados onde não há vencedor claro.

São más notícias para Romney, que liderou no último mês, mas perdeu protagonismo para o seu rival por causa da ‘Sandy’. O republicano tentou minimizar os dados de emprego lembrando haver mais americanos sem trabalho do que quando Obama foi eleito em 2008, e que a economia "está estagnada". Mas os seus comícios e acções de campanha atraem visivelmente menos gente do que há uma semana.

Milhões ainda sem energia

Mais de 1,2 milhões de casas e empresas em Nova Iorque e 1,5 milhões em Nova Jérsia estavam ainda ontem sem energia eléctrica, quatro dias após a passagem da supertempestade ‘Sandy’ pela costa Leste dos EUA, onde fez pelo menos 102 mortos.

Quase 570 mil casas e empresas em Nova Iorque e arredores estavam ainda em ‘blackout’. Recorde-se que à passagem da tempestade, mais de 900 mil lares foram afectados na região.

O regresso à normalidade é lento. O principal problema é a escassez de combustível, visível nas longas filas junto aos postos de abastecimento abertos, mas em Nova Iorque o metro já funciona. Em todo o estado a catástrofe causou mais de 18 mil milhões de prejuízos.

O balanço de mortes subiu, entretanto, para 102 e os nova iorquinos estão em choque com a notícia da morte de dois irmãos, de 2 e 4 anos, arrancados dos braços da mãe quando esta tentava fugir de uma inundação.

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