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Correio da Manhã

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ENCONTRADO CÉREBRO DE ULRIKE MEINHOF

A filha da terrorista Ulrike Meinhof , Bettina Roehl, apresentou uma queixa sobre a remoção e posse ilegal do cérebro da sua mãe, depois de descobrir que este se encontrava dentro de uma caixa numa universidade alemã. A queixa está a ser investigada pelas autoridades.
11 de Novembro de 2002 às 17:23
O cérebro da conhecida Ulrike Meinhf foi finalmente descoberto numa caixa de cartão, na Universidade de Magdeburg, no Leste da Alemanha. Bettina Roehl apresentou, no sábado passado, uma queixa contra quem removeu usou o cérebro para estudos científicos. Agora Roehl quer o cérebro de volta para poder dar à mãe um 'funeral apropriado'. Para a filha da terrorista "só se pode dizer que houve um funeral apropriado se o cérebro for enterrado com o resto do corpo", daí a reivindicação do orgão para um novo enterro.

Ulrike Meinhof integrou uma campanha de várias mortes, bombas e raptos contra o estabelecimento da Alemanha de leste, acabando por morrer na prisão, em 1976. Depois da sua morte o cérebro foi-lhe retirado a fim de se estudar as causas do seu comportamento violento. Segundo Bettina Roehl, o cérebro da mãe foi inicialmente examinado numa clínica de Tuebingen, onde se veio a descobrir anormalias neurológicas que influenciam as respostas da área emocional.

Em 1997 o cérebro de Meinhof foi transferido para a Universidade de Magdeburg, onde acabou por ser encontrado. Nessa universidade, um investigador comparou o cérebro da terrorista com o cérebro de um assassino em série.
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