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Enfermeira britânica que teve Ébola hospitalizada pela terceira vez

Cafferkey contraiu o vírus na Serra Leoa.
23 de Fevereiro de 2016 às 13:17
Pauline Cafferkey esteve em isolamento devido ao perigo de contágio
Pauline Cafferkey esteve em isolamento devido ao perigo de contágio FOTO: Getty Images

A enfermeira britânica Pauline Cafferkey, que esteve duas vezes de quarentena por ter contraído Ébola em 2014, na Serra Leoa, foi hospitalizada pela terceira vez, anunciou esta terça-feira o Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido.

Um porta-voz do NHS na Escócia, onde vive a enfermeira, indicou que "depois de um exame de rotina na unidade de doenças infecciosas, Pauline Cafferkey foi admitida no hospital para ser submetida a mais exames". Cafferkey deu entrada no hospital universitário Rainha Isabel de Glasgow, onde tinha estado em novembro passado devido a uma meningite relacionada com o vírus Ébola.

A enfermeira foi hospitalizada em duas ocasiões depois de contrair o vírus, quando trabalhava na Serra Leoa, em dezembro de 2014. Na primeira vez, passou quase um mês na unidade de isolamento do hospital Royal Free de Londres. Teve alta depois de um tratamento experimental com plasma sanguíneo de outro doente britânico, o também enfermeiro Will Pooley.

Em outubro passado, a enfermeira deu novamente entrada no mesmo hospital ao contrair uma meningite relacionada com o vírus, chegando a ficar em estado crítico, ante de ter alta médica a 12 de novembro. Nessa data, foi transferida para o hospital universitário Rainha Isabel para completar a recuperação.

Cafferkey contraiu Ébola quando trabalhava na cidade de Kerry, com a organização humanitária Save the Children, para tentar conter o surto do vírus, que afetou a África ocidental. Os protocolos em vigor no Reino Unido estabelecem que qualquer pessoas diagnosticada com Ébola deve ser transferida o mais depressa possível para uma unidade de isolamento no hospital londrino.

Em outubro passado, a enfermeira, natura de South Lanarkshire, foi a um médico em Glasgow com sintomas que foram interpretados com os de um vírus convencional, mas que depois foram diagnosticados como uma meningite causada por uma complicação do Ébola, cujo vírus continua presente no organismo da doente. Em novembro, quando teve alta do hospital londrino, a equipa médica afirmou que Cafferkey estava totalmente recuperada e já não estava infectada.

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