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Correio da Manhã

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'ERREI MAS NÃO SOU NENHUM MONSTRO'

A norte-americana que espancou brutalmente a filha num parque de estacionamento, tendo sido ‘apanhada’ por uma câmara de vídeo, foi ontem libertada sob fiança, depois de ter apelado às autoridades para que a sua filha Martha, de quatro anos, seja entregue aos cuidados da família.
23 de Setembro de 2002 às 00:17
Madelyne Gorman Toogood, de 25 anos, entregou-se no passado sábado às autoridades de Mishawaka, Indiana, nove dias depois de terem sido registadas, numa câmara de vigilância, imagens da agressão.

A Polícia já andava à procura da mãe agressora desde a data do incidente, no passado dia 13 de Setembro, quando, após várias buscas infrutíferas, decidiu divulgar a gravação nos media. As imagens correram mundo assim que os meios de comunicação divulgaram o vídeo onde Madelyne esbofeteava, batia e abanava a pequena Martha, como que numa atitude de perfeita consciência já que estava constantemente a olhar em volta para garantir que ninguém a observava.

Seguiu-se uma verdadeira cena de pugilato, com a mulher a esmurrar a criança por inúmeras vezes, dentro do carro estacionado no parque de estacionamento de um centro comercial. Martha, de quatro anos, foi posteriormente submetida a exames físicos para apurar o seu estado de saúde e os médicos já adiantaram que a criança se encontra bem.

A menina foi, entretanto, entregue aos cuidados temporários de uma família adoptiva até que seja determinado se algum membro da sua família está apto para ficar com a custódia. Por sua vez, os outros dois filhos de Madelyne, de cinco e seis anos, ficaram sob os cuidados do pai.

Para a acusada, a decisão de deixar a criança aos cuidados dos serviços sociais é injusta.
“Porque é que a minha filha está a pagar? A culpa é minha, logo ela não devia pagar por isso”, afirmou ontem numa conferência de Imprensa, onde tentou desculpar-se pelo seu acto.

“Não sou um monstro”, acrescentou Madelyne, que considera Martha “a melhor coisa do mundo”, e para quem tudo não passou de um enorme “erro”. Acusada de agressão, Madelyne foi ontem libertada sob fiança, no valor de cinco mil euros, depois de ter sido interrogada pelas autoridades durante uma hora. No entanto, se for condenada, poderá vir a enfrentar uma sentença entre seis meses a três anos de prisão. Agora, aguarda julgamento em liberdade e só pode estar com os filhos em visitas devidamente supervisionadas.

As razões para o sucedido, se é que existem nestes casos, poderão estar na base de uma tentativa frustrada de Madelyne para receber um reembolso de uns artigos da loja Kohl. Depois de se recusarem a aceitar os produtos, os funcionários convidaram a mulher a sair da loja. E a filha é que pagou...
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