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Correio da Manhã

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Escândalo atinge líder do Senado

Uma torrente de denúncias de ilegalidades caiu como uma bomba sobre o Senado brasileiro e, entre outros, atingiu em cheio o seu líder, José Sarney. Além dele, a filha, um neto, sobrinhas e outros parentes do ex-chefe de Estado aparecem entre os beneficiados com cargos e verbas atribuídas nos últimos 14 anos pela direcção do Senado, mas nunca publicadas no diário oficial.

24 de Junho de 2009 às 00:30
José Sarney, presidente do Senado, é suspeito de várias ilegalidades
José Sarney, presidente do Senado, é suspeito de várias ilegalidades FOTO: direitos reservados

Um dos casos que chamou mais a atenção foi a descoberta de que é o Senado que paga o ordenado de Amaury de Jesus Machado, conhecido pelo sugestivo nome de ‘Secreta’, que trabalha como mordomo particular na casa em Brasília da filha de Sarney, Roseana. Apesar de não exercer qualquer função no Senado nem constar na folha de pagamento, ele recebe da instituição mensalmente o equivalente a 4,3 mil euros.

Quando o cargo de Sarney, que está no terceiro mandato como presidente do Senado, parecia em risco, quem apareceu em sua defesa foi o presidente Lula da Silva. Lula argumentou que Sarney tem uma história política que não permite ser tratado como um cidadão comum e afirmou estar preocupado com as denúncias, que, adiantou, como muitas outras, desgastam os acusados mas no final não dão em nada.

O escândalo, que envolve pelo menos 37 senadores e altos funcionários, rebentou quando a imprensa divulgou a existência de decisões secretas, quase todas tomadas para beneficiar funcionários, senadores e familiares ou financiarem gastos não permitidos pela lei. As denúncias também falam de desvio de dinheiro através da contratação de empresas que recebem mas não executam serviços, e a contratação de empreiteiros para realizarem nos estados e no próprio Senado obras com suspeita de sobrevalorização.

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