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Escândalo sexual atinge Cruz Vermelha

Organização afastou 21 funcionários por "má conduta sexual" desde 2015.

25 de fevereiro de 2018 às 09:39

As revelações de conduta sexual imprópria de membros da Oxfam no Haiti abriram uma verdadeira caixa de Pandora, com várias ONG a admitirem, nos últimos dias, abusos cometidos por funcionários nos mais variados cenários de crise. A mais recente foi a Cruz Vermelha Internacional, que admitiu que 21 funcionários foram afastados, desde 2015, por contratarem prostitutas durante as suas missões.

"Estes comportamentos constituem uma traição às pessoas e comunidades que servimos. São uma afronta à dignidade humana e devíamos ter estado mais atentos", afirmou o diretor-geral do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Yves Daccord, ao revelar que 21 funcionários da organização humanitária foram despedidos ou demitiram-se, nos últimos três anos, após inquéritos internos relacionados com o pagamento de serviços sexuais.

O escândalo, que já atingiu várias organizações humanitárias, foi despoletado pela revelação de que funcionários da Oxfam realizaram orgias com prostitutas no Haiti, em 2010, tendo o caso sido encoberto.

Este sábado, foi igualmente revelado que uma unidade de polícias do Gana que fazia parte da missão da ONU no Sudão do Sul foi retirada porque alguns dos seus membros mantiveram relações com mulheres dos campos de refugiados que estavam encarregados de proteger.

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