Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
8

Escassez de bens fecha comércio na Venezuela

Comerciantes de Táchira dizem que barricadas de manifestantes impedem distribuição.
1 de Março de 2014 às 09:19
Manifestantes não desarmam e repetem protestos em Caracas e no estado de Táchira
Manifestantes não desarmam e repetem protestos em Caracas e no estado de Táchira FOTO: Miguel Gutierrez/EPA

A escassez de bens essenciais é cada vez maior na Venezuela. A Associação de Comerciantes de Táchira, onde há duas semanas teve início uma vaga de protestos contra o governo, afirmou ontem que mais de seis mil lojas daquele estado têm falhas de bens devido às barricadas que impedem a distribuição de alimentos.

Segundo responsáveis daquela associação, há proprietários a fechar portas por falta de bens, alguns de primeira necessidade. A denúncia surge depois de o presidente Nicolás Maduro ter acusado os manifestantes de causarem a morte a várias pessoas ao impedir a sua chegada aos hospitais.

Paralelamente, Leopoldo López, líder opositor detido por alegada responsabilidade na violência que fez pelo menos 15 mortos durante os protestos, criticou a iniciativa de paz lançada por Maduro quinta-feira e boicotada pelas principais forças opositoras. "O diálogo de Maduro é um recuo devido à pressão das ruas", afirmou no Twitter, acrescentando que enquanto ele dialoga "as pessoas continuam a ser reprimidas e mortas".

O relatório anual dos EUA sobre direitos humanos considera Venezuela, Cuba e Equador os países da América Latina que menos respeitam as liberdades cívicas.

Venezuela oposição Táchira comércio
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)