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Espanha aceita receber navio cruzeiro com surto de hantavírus nas Canárias

Sem ratos a bordo do navio cruzeiro, OMS acredita que transmissão de hantavírus está a ser feita de pessoa para pessoa.

05 de maio de 2026 às 11:10

A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou, esta terça-feira, durante uma conferência de imprensa, que Espanha aceitou receber o navio cruzeiro afetado pelo hantavírus nas Ilhas Canárias.

"Estamos a trabalhar com as autoridades espanholas que disseram que receberão o navio para realizar uma investigação completa, uma investigação epidemiológica completa, uma desinfeção completa do navio e, claro, avaliar o risco para os passageiros a bordo", disse a Diretora de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove.

Maria Van Kerkhove, indicou ainda que, segundo os relatos, não há ratos a bordo do navio, portanto, acredita-se que a origem da infeção tenha sido a transmissão de pessoa para pessoa entre os contactos próximos a bordo.

As suspeitas apontam para que a primeira pessoa afetada tenha contraído o vírus antes de embarcar no cruzeiro, atualmente ancorado na costa de Cabo Verde, avança a ABC Espanha.

De acordo com os dados mais recentes existem dois casos confirmados em laboratório do vírus mortal e outros cinco casos suspeitos entre os passageiros a bordo. Entre os sete casos estão três óbitos, um paciente em estado grave em terapia intensiva na África do sul e três pessoas com sintomas leves.

A OMS indicou que a prioridade neste momento é evacuar dois passageiros doentes e que o navio continue a sua viagem até às Ilhas Canárias, acrescentando que o risco para a população em geral permanece baixo.

O diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias (CCAES) do Ministério da Saúde espanhol, Fernando Simón, confirmou que estão em curso negociações, "entre todas as instituições envolvidas", relativamente a mecanismos de repatriamento dos passageiros para os seus países de origem.

"Ainda não é certo que o navio chegue às Ilhas Canárias. Ele ostenta a bandeira holandesa e, portanto, ainda estamos a discutir a possibilidade de que, em vez de fazer escala nas Ilhas, que é o porto mais próximo de Cabo Verde, ele siga diretamente para os Países Baixos. Essas decisões estão a ser tomadas neste momento", referiu. 

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