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Correio da Manhã

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Espanha e Itália vencem Merkel

Após longa maratona negocial em Bruxelas, os líderes europeus chegaram a acordo, na madrugada de ontem, sobre o mecanismo da recapitalização directa dos bancos, com o Banco Central Europeu (BCE) a assumir-se como único supervisor das entidades financeiras. Um acordo visto como uma cedência da chanceler alemã, Angela Merkel, à Espanha e à Itália.
30 de Junho de 2012 às 01:00
Merkel e Monti durante a cimeira da UE que ontem terminou em Bruxelas
Merkel e Monti durante a cimeira da UE que ontem terminou em Bruxelas

O compromisso alcançado foi, de facto, uma vitória para espanhóis e italianos, que assim conseguiram aliviar a pressão dos mercados sobre as suas dívidas, cujos juros atingiram níveis insustentáveis nos últimos dias. Os países da Zona Euro decidiram que a ajuda à Banca espanhola será gerida primeiro através do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), temporário, e depois transferida, nas mesmas condições, para o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), permanente, a entrar em vigor durante o mês de Julho.

Reagindo ao acordo, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, considerou que se está "no caminho correcto" e descartou pedir ao fundo de resgate europeu que compre dívida soberana espanhola. Mario Monti, chefe do governo de Roma, admitiu, por seu turno, que "as negociações foram duras e tensas, mas valeram a pena". E o primeiro-ministro português, Passos Coelho, declarou ter ficado "muito claro" que a "porta aberta" à recapitalização directa dos bancos, a pensar em Espanha, será aplicada a casos idênticos, garantindo que Portugal estará atento. Uma nota de optimismo sublinhada ainda pelo presidente da República, Cavaco Silva, para quem as notícias são "positivas". O acordo foi também bem recebido pelas bolsas europeias, que reagiram com euforia.

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