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Espanha: Mais provas contra Baltasar Garzón

A acusação mostrou esta segunda-feira em tribunal novos documentos que alegadamente provam que o juiz espanhol Baltasar Garzón abusou da sua posição para pedir avultados patrocínios em dinheiro para os cursos que ministrou na Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos.
5 de Julho de 2010 às 15:49
O Juiz Baltasar Gárzon
O Juiz Baltasar Gárzon FOTO: Lusa

Garzón, recorde-se, está a ser julgado no Supremo Tribunal de Madrid por fraude e prevaricação, por ter alegadamente recebido patrocínios em dinheiro do Banco Santander e de outras empresas.

Os documentos apresentados esta segunda-feira em tribunal mostram, alegadamente, que Garzón escreveu em Fevereiro de 2006 a uma da empresas visadas, a Endesa, solicitando o pagamento de uma primeira 'tranche' de 125 mil dólares, seguida por outra de igual valor, para patrocinar o curso 'Terrorismo e Segurança' que ministrou na Universidade de Nova Iorque.

A missiva é assinada pela representante da Universidade, Karen Greenberg, mas foi escrita em papel timbrado do gabinete de Garzón na Audiência Nacional, o que, para a acusação, prova o envolvimento do magistrado na solicitação dos patrocínios.

Além deste caso, Garzón é ainda arguido noutros dois processos perante o Supremo Tribunal, um por investigar indevidamente os crimes do franquismo e outro por ter ordenado escutas ilegais a suspeitos do caso 'Gürtell' na prisão.

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