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Correio da Manhã

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Estado americano quer matar com câmara de gás

O Procurador do estado norte-americano do Missouri quer reinstaurar a câmara de gás para executar criminosos condenados à morte.
8 de Julho de 2013 às 12:44
O Procurador do Missouri apresenta o uso das câmaras de gás como solução caso o tribunal decida contra a aplicação da pena de morte através de propofol
O Procurador do Missouri apresenta o uso das câmaras de gás como solução caso o tribunal decida contra a aplicação da pena de morte através de propofol FOTO: Shelka04/Wikicommons

O estado do Missouri, nos EUA, está obrigado a encontrar outras formas de executar os seus condenados à morte, devido às companhias farmacêuticas recusarem-se a vender às prisões as drogas que compõem o cocktail mortal normalmente utilizado nestas instalações.

O Procurador do Estado, Chris Koster, olhou para o passado e pensa ter encontrado a solução na década de 1960: A câmara de gás. Este método deixou de ser usado há cerca de 50 anos, mas ainda é permitido segundo o sistema penal deste Estado.

A recusa das farmacêuticas tem afetado vários Estados e, atualmente, o Missouri é o único que adotou uma solução de uma única droga, neste caso propofol - a mesma que terá provocado a morte de Michael Jackson.

SOLUÇÃO ENCONTRADA LEVOU AO ADIAMENTO DE VÁRIOS EXECUÇÕES

No entanto, o uso desta droga tem gerado um forte debate sobre a constitucionalidade da pena de morte através de um único medicamento e por causa disso, desde 2012, a execução de 21 prisioneiros no corredor da morte teve de ser adiada e ainda está por acontecer.

Face a tudo isto, Koster apresentou a solução da câmara de gás como alternativa aos críticos da morte por aplicação da droga propofol e caso o Tribunal Federal decida contra essa droga. "O estatuto da pena de morte no Missouri, na minha opinião, tem-se arrastado desnecessariamente pelos tribunais nos últimos anos", disse o Procurador em e-mail à agência Associated Press.

Quando questionado em relação à crueldade de uma execução numa câmara de gás, Chris Koster explicou que "o assassínio premeditado de um cidadão inocente do Missouri é cruel e é um castigo desnecessário. A execução da pena de morte, ditada por um júri justo e sábio após o julgamento, não o é".

Não se sabe quando o Tribunal Federal irá decidir sobre ser ou não favorável à pena de morte no Missouri através das câmaras de gás, em detrimento da única droga. Caso seja aprovada a decisão, esta não será imediatamente aplicada, visto não haver nenhuma infraestrutura para este propósito, tendo o estado de construir câmaras de gás modernas.

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