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Correio da Manhã

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Estado de emergência no Sri Lanka

A presidente do Sri Lanka, Chandrika Kumaratunga, declarou o estado de emergência na sequência do assassinato, na sexta-feira, do ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka, Lakshman Kadirgamar, supostamente por rebeldes tamil que, no entanto, já negaram na sua página na internet terem estado por detrás do homicídio.
14 de Agosto de 2005 às 00:00
A tensão aumenta no Sri Lanka com o assassinato de Kadirgamar
A tensão aumenta no Sri Lanka com o assassinato de Kadirgamar FOTO: Anuruddha Lokuhaparachichi/Reuters
“Trata-se de uma medida legal que tem como objectivo facilitar a rápida movimentação das forças de segurança de emergência” – referiu, em comunicado, a presidente que não especificou, no entanto, até quando vigorará o estado de emergência.
Kadirgamar, de 73 anos, um dos políticos mais respeitados do Sri Lanka, que chefiou a diplomacia do país entre 1994 e 2001 e de novo desde Abril passado, era um conhecido alvo dos Tigres de Libertação Tamil da Pátria (LTTE) pela sua campanha contra os rebeldes, tendo conseguido que o grupo fosse qualificado como organização terrorista.
Kadirgamar foi gravemente ferido a tiro por um franco-atirador em frente da sua residência oficial num dos bairros de segurança máxima em Colombo. Acabou por morrer num hospital de Colombo.
O porta-voz militar do Sri Lanka, general Daya Ratanayake, garantiu “não haver qualquer dúvida” de que o atentado foi executado pelos rebeldes. No entanto, em comunicado na internet, o líder dos Tigres Tamil, S. P. Thamilselvan, rejeitou a autoria do atentado e condenou o governo de Colombo por ter acusado imediatamente a sua organização.
O assassinato do ministro é o último episódio de um crescendo de incidentes nos últimos meses que estão a ameaçar o acordo de cessar fogo assinado há três anos.
Os Tigres Tamil pegaram em armas em 1983 para exigir a criação de um Estado separado para a etnia tamil, minoritária no Sri Lanka, excepto nas zonas do norte e leste do país. Até às tréguas, cerca de 65000 pessoas morreram na guerra civil ao longo de duas décadas.
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