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Correio da Manhã

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Estado de Sharon mantém-se inalterado

O estado de saúde do primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, mantém-se inalterado, com os médicos a prosseguirem com a redução dos sedativos que o têm mantido em coma induzido desde as intervenções cirúrgicas a que foi sujeito após o segundo acidente vascular cerebral sofrido a semana passada.
10 de Janeiro de 2006 às 10:37
Ariel Sharon
Ariel Sharon FOTO: d.r.
Segundo anunciou o responsável pela equipa médica que o assiste, Sharon começou ontem a respirar de forma autónoma, ainda que permaneça ligado à máquina de respiração assistida, e já mexeu um braço e uma perna em resposta aos estímulos dos médicos, que tentam agora avaliar os danos causados no seu cérebro.
Seis dias depois de o primeiro-ministro israelita ter sofrido o segundo acidente cerebral, os médicos continuam a avisar que ele permanece em estado crítico, não sabendo ainda dizer qual a extensão dos danos sofridos e quais as faculdades que podem ter ficado afectadas. Todavia, tudo indicia o seu afastamento da cena política israelita.
“Os médicos vão continuar a reduzir gradualmente os sedativos à medida que forem observando as respostas do doente. Trata-se de um processo que pode demorar vários dias”, assinalou esta terça-feira Ron Kromer, porta-voz do Hospital Hadassah de Jerusalém, onde o primeiro-ministro israelita está internado.
DOENÇA DESCONHECIDA
Entretanto, a edição de hoje do jornal israelita “Haaretz” revela que Ariel Sharon sofria de uma doença cerebral, no caso uma angiopatia amilóide cerebral, que só foi diagnosticada quando foi submetido a uma intervenção cirúrgica na sequência do acidente vascular cerebral sofrido na passada quarta-feira.
De acordo com o jornal, a angiopatia amilóide cerebral é uma doença que afecta os vasos sanguíneos que irrigam o cérebro e que aumenta o risco de hemorragia cerebral, pelo que os pacientes nunca devem ser medicados com anticoagulantes.
Segundo o “Haaretz”, como os médicos que assistiram o primeiro-ministro israelita no passado dia 18 de Dezembro, aquando do primeiro acidente vascular cerebral, desconheciam esta doença, que só agora foi diagnosticada, administraram-lhe precisamente anticoagulantes, para evitar eventuais coágulos.
MÉDICOS DESMENTEM DOENÇA
Os médicos de Ariel Sharon desmentiram a informação avançada pelo jornal ‘Haaretz’, segundo a qual eles não detectaram um problema que terá estado na origem da sua segunda hemorragia. Refira-se que o primeiro-ministro israelita, que se encontra em estado crítico mas estável, já moveu a parte esquerda do corpo.
AO SOM DE MOZART
Para avaliar a resposta a estímulos vários, os médicos autorizaram os dois filhos de Sharon, Omri e Gilad, a instalarem junto à sua cama um pequeno aparelho onde tocam sinfonias de Mozart e a falarem com ele, ao mesmo tempo que monitorizam as mudanças registadas na sua actividade cerebral.
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