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EUA confirmam saída de tratado de desarmamento nuclear com a Rússia

Rússia é acusada de de violar o pacto bilateral e de ser "a única responsável" pelo seu "fracasso".
Cátia Andrea Costa / SÁBADO e Lusa 2 de Agosto de 2019 às 10:42
Donald Trump
Donald Trump, Presidente dos EUA
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Os EUA retiraram-se, esta sexta-feira, de forma oficial do Tratado de Armas Nucleares de Médio Alcance com a Rússia, que existia desde 1987. A informação foi tornada pública por elementos séniores da administração da Casa Branca, citados pela Sky News

Em fevereiro, os Estados Unidos começaram a retirar-se do tratado, acusando a Rússia de estar a desenvolver mísseis que não cumprem o que estava estabelecido no pacto.

Assinado em 1987 por Ronald Reagan e Mikhail Gorbachov, então Presidentes dos Estados Unidos e da antiga União Soviética, respetivamente, o tratado INF aboliu o recurso a um conjunto de mísseis de alcance (intermédio) entre os 500 e os 5 mil quilómetros e pôs fim à crise desencadeada na década de 1980 com a instalação dos SS-20 soviéticos, visando capitais ocidentais.

Em finais de outubro de 2018, o presidente norte-americano, Donald Trump, acusou a Rússia de não respeitar os termos do tratado e ameaçou então sair deste acordo histórico.

Após ultimatos, Washington acabaria por decidir sair do INF, afirmando que a Rússia tinha infringido as regras do tratado com o desenvolvimento de um novo sistema de mísseis: o novo míssil terrestre russo 9M729, capaz de transportar uma ogiva nuclear e com um alcance superior a 500 quilómetros. Em reação, Moscovo replicou e denunciou "acusações imaginárias" por parte dos Estados Unidos para justificar a saída do acordo.

Ainda antes de ser oficializada a decisão, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu que, com o expirar do acordo, "o mundo vai perder um incalculável travão à guerra nuclear", acrescentando que tal decisão "vai incrementar e não reduzir" a ameaça sobre mísseis balísticos.

Guterres pediu aos dois países para "evitarem os desenvolvimentos destabilizadores" e para encontrarem o caminho para um novo pacto sobre o controlo de armamento.


Rússia culpa EUA do fim do tratado de desarmamento nuclear

A Rússia anunciou esta quinta-feira o fim do Tratado de Desarmamento Nuclear (INF) culpando a "iniciativa" dos Estados Unidos, enquanto se espera que Washington declare oficialmente a saída do acordo alcançado em 1987.

"A 02 de agosto de 2019, por iniciativa norte-americana, termina a validade do tratado assinado no dia 08 de dezembro de 1987 em Washington pela União Soviética e pelos Estados Unidos sobre o fim dos mísseis de médio alcance", refere um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Anteriormente, a Rússia revelou que propôs aos Estados Unidos uma moratória sobre o fim do tratado.


NATO culpa Rússia pelo fim do tratado de desarmamento nuclear e promete resposta
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) declarou esta quinta-feira o "desaparecimento" do tratado de desarmamento nuclear (INF), que visava prevenir corrida ao armamento, afirmando que a "Rússia é a única responsável" e prometendo resposta aos mísseis russos.

"A Rússia continua a violar o tratado INF, apesar de anos de envolvimento dos Estados Unidos e dos aliados, incluindo a oportunidade final dada para, em seis meses, cumprirem as suas obrigações" previstas no acordo, refere o Conselho do Atlântico Norte em comunicado de imprensa divulgado em Bruxelas, cidade que acolhe a sede da NATO.

Para a organização, "a Rússia é a única responsável pelo desaparecimento do tratado" por não ter destruído o novo sistema de mísseis.

Por isso, garante, "a NATO responderá de forma ponderada e responsável aos riscos significativos representados pelo míssil russo 9M729 para a segurança aliada".

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