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Correio da Manhã

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Estados Unidos divulgam vídeo que mostra iranianos a remover mina de petroleiro atacado no Omã

Imagens mostram mina no navio japonês Kokuka Courageous, um dos dois petroleiros atacados na quinta-feira.
14 de Junho de 2019 às 12:37
Petroleiros atacados no golfo de Omã
Petroleiros atacados no golfo de Omã
Petroleiros atacados no golfo de Omã
Petroleiros atacados no golfo de Omã
Petroleiros atacados no golfo de Omã
Petroleiros atacados no golfo de Omã
Petroleiros atacados no golfo de Omã
Petroleiros atacados no golfo de Omã
Petroleiros atacados no golfo de Omã
Petroleiros atacados no golfo de Omã
Petroleiros atacados no golfo de Omã
Petroleiros atacados no golfo de Omã

Os EUA divulgaram um vídeo que dizem mostrar a Guarda Revolucionária iraniana a remover uma mina por detonar de um dos petroleiros atacados no mar de Omã, sugerindo que Teerão estaria a tentar retirar provas do seu envolvimento.

As imagens, a preto e branco, assim como algumas fotografias divulgadas pelo comando central das forças armadas norte-americanas, parecem mostrar a mina no navio japonês Kokuka Courageous, um dos dois petroleiros atacados na quinta-feira.

Um navio de patrulha dos Guardiães da Revolução, uma tropa de elite do Irão, aproxima-se do navio japonês e retira a mina, descreveu o porta-voz do comando central norte-americano, Bill Urban.

"Os EUA e a comunidade internacional estão prontos para defender os nossos interesses, incluindo a liberdade de navegação", disse Urban, acrescentando que, embora os EUA "não tenham qualquer interesse em envolver-se num novo conflito no Médio Oriente", Washington irá defender os seus interesses.

Dois petroleiros, um norueguês e um japonês, foram na quinta-feira alvo de um ataque no mar de Omã, em pleno Golfo Pérsico, uma região já sob tensão devido à crise entre os Estados Unidos e o Irão.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, acusou o Irão de ser "responsável" pelos ataques, mas o Governo do Irão rejeitou a acusação e condenou os incidentes "com a maior veemência possível".

Segundo a agência oficial iraniana Irna, os ataques ocorreram a menos de 30 milhas náuticas da costa do Irão.

Entretanto, o proprietário do Kokuka Courageous disse que os seus marinheiros viram "objetos voadores" antes do ataque, sugerindo que o navio não terá sido danificado por minas.

O presidente da empresa, Yutaka Katada, não apresentou provas da sua alegação, que contradiz a versão norte-americana dos factos.

Katada também disse que a tripulação viu um navio iraniano nas proximidades, mas não especificou se isso foi antes ou depois dos ataques.

A região do Médio Oriente tem vivido no último mês uma escalada das tensões entre os EUA e o Irão.

Washington, que tem endurecido sistematicamente as sanções económicas e diplomáticas contra Teerão após sair de um acordo internacional de 2015 sobre o nuclear iraniano, multiplicou no início de maio as suas tropas no Médio Oriente, acusando o regime iraniano de preparar ataques "iminentes" contra interesses americanos.

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