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O que não correu bem e o "livro cujo fim não sabemos": Prudência de Marta Temido destacada em Espanha

Ministra da Saúde respondeu a perguntas de jornal espanhol sobre o sucesso português.
Correio da Manhã 14 de Maio de 2020 às 23:27
Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido
A ministra da Saúde, Marta Temido, está esta quinta-feira em destaque no jornal espanhol El País após ter respondido a questões sobre o que levou Portugal a ser bem sucedido quando comparado com outros países europeus. 

Numa entrevista em que os espanhóis destacam a frase "estamos no primeiro capítulo de um livro cujo fim não sabemos" de Marta Temido, o sucesso português e a cautela da ministra são sublinhados. 

A ministra sublinha que apesar dos 28 mil casos que Portugal regista desde 2 de março, o Sistema Nacional de Saúde nunca chegou a colapsar e defende que não é altura de cantar vitória uma vez que esta guerra ainda não está ganha.

O pico da epidemia e o contexto atual
Sobre o pico da curva da epidemia, Marta Temido afirma que o passamos "entre 23 e 27 de março", mas que Portugal ainda não terá passado o vale. "Há dias em que os casos aumentam muito e outros caem muito, mas os números também não nos dão uma visão exata da epidemia porque depende da qualidade dos registos", justificou. 

A estratégia portuguesa
A ministra foi ainda questionada sobre a estratégia portuguesa: "Proporcionalidade. Sempre tomámos as medidas necessárias e somente quando necessário para evitar penalizar a sociedade e a economia. Também tomamos medidas drásticas, como proibir visitas a lares, uma medida muito dolorosa que continuamos a manter. Não parámos de tomar medidas porque eram impopulares".

As medidas tomadas cedo e a cidania dos portugueses
"Antes da primeira morte, o país já estava confinado e com escolas fechadas. Isso deu-nos uma vantagem. A velocidade de resposta ajudou muito", explicou Marta Temido. "Também somos um país pequeno e o Serviço Nacional de Saúde é centralizado. É mais fácil coordenar e implementar decisões políticas. Há mais agilidade", acrescentou ainda. 

Temido sublinhou ainda o papel dos portugueses nesta fase: "Os portugueses aceitaram bem ficar em casa, embora apenas os infetados fossem obrigados".

O que não correu bem
Marta Temido apontou ainda algumas falhas no controlo desta pandemia, nomeadamente a aquisição de equipamentos de proteção individual devido "
à escassez no mercado nacional e internacional do mesmo material procurado por todos os países ao mesmo tempo".

"Somente com grande esforço esse problema foi resolvido e também graças às empresas nacionais que se fortaleceram para produzir mais", sublinhou. 

A ministra destaca ainda a dificuldade de garantir todos os esforços na população mais vulnerável como os lares de idosos. "Os lares para idosos tornaram-se um desafio para o SNS se concentrar na população mais vulnerável, mas uma resposta de teste foi organizada em todos os lares do país, para profissionais e utentes gerirem o problema. As mortes nos lares são inferiores à média dos países", garante. 

O turismo
Sobre o futuro do turismo entre Portugal e Espanha - os dois países vivem muito do turismo - no verão, Temido afirma que a abertura das fronteiras tem de ser bem articulada entre os dois lados. 

A ministra afirma ser ainda cedo para apontar uma data para o levantamento total das fronteiras. "Temos de 
olhar para o contexto europeu, muito acostumado a viajar livremente e com frequência por todo o lado" concluiu.

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