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Correio da Manhã

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Estou cheia de raiva face ao destino da pátria

“Estou cheia de raiva face ao destino da minha pátria, dos mártires e dos prisioneiros. Peço aos meus filhos e filhas que não chorem a minha morte e espero que Deus me aceite.” As palavras são de Fatma al-Najar, de 67 anos, mãe de nove filhos e avó de 41 netos, a décima palestiniana que se fez explodir na passada quinta-feira junto a uma patrulha israelita no Norte de Gaza. Horas antes, a activista do Hamas gravou um vídeo explicando o martírio.
26 de Novembro de 2006 às 00:00
Fatma posou para as câmaras do Hamas antes de se fazer explodir
Fatma posou para as câmaras do Hamas antes de se fazer explodir FOTO: Handout, Reuters
A explosão só feriu ligeiramente três militares porque a patrulha suspeitou dos intentos da suicida e disparou de imediato: a bomba que Fatma transportava rebentou antes dela se acercar dos soldados.
Foi mais uma suicida ao serviço da propaganda do Hamas, no poder em Gaza. “Não podia permanecer indiferente à ocupação, à destruição, às mortes, às invasões de Gaza” – afirmou a suicida, cuja dramática história familiar é explorada até à exaustão pelos terroristas do Hamas. Três dos seus filhos foram presos por Israel na primeira Intifada, em 1987 – um deles esteve dez anos na prisão. Há dois anos, um dos netos foi morto pelas tropas de Telavive e um outro está numa cadeira de rodas, com uma perna amputada.
A história de Fatma, afirmam responsáveis do movimento islâmico, “é apenas uma das muitas surpresas que o inimigo sionista vai enfrentar”.
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