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Estudante de Direito diz que "mulheres têm vaginas" e leva processo disciplinar da universidade por "discriminação"

Lisa, de 29 anos, argumentou também que "as mulheres não têm tanta força física quanto os homens" durante debate.
Correio da Manhã 16 de Maio de 2021 às 10:52
Lisa tem 29 anos e quer ser advogada
Lisa tem 29 anos e quer ser advogada FOTO: Direitos Reservados

Uma estudante de Direito da Universidade de Abertay, em Dundee, na Escócia, está a ser alvo de um processo disciplinar (a investigação interna está em curso), acusada de "discriminação" e "comentários ofensivos" após ter dito, durante um debate, que as mulheres nascem com genitais femininos.

Lisa Keogh, de 29 anos, estava a participar num seminário sobre feminismo quando terá abordado a temática da participação de mulheres transexuais em combates de artes marciais mistas. A jovem argumentou no debate que "as mulheres nascem com vaginas" e que por isso estariam em desvantagem no combate, "já que os homens têm testosterona no seu corpo desde o nascimento e em maiores quantidades", pelo que "as mulheres [transexuais] não têm tanta força física quanto os homens".

Imediatamente foi acusada de estar a dizer que "as mulheres são o sexo fraco" pelos colegas, que fizeram queixa à universidade. A instituição abriu uma investigação e ameaça agora com um processo disciplinar. "Achei que estavam a gozar comigo. Nunca pensei que a universidade me perseguisse por usar o meu direito ao discurso livre e liberdade de opinião", lamenta a jovem estudante ao The Times.

"Eu não estava a ser má, ou transfóbica ou ofensiva. Estava só a comentar um facto biológico", defense-se Lisa.

Um porta-voz da universidade, contactado pelo Daily Mail, recusou comentar o processo disciplinar à jovem, que pode comprometer a sua futura carreira como advogada. "A liberdade de discurso e opinião é encorajada na nossa universidade. Todas as universidades devem ser espaços onde assuntos controversos devem ser debatidos de forma construtiva. Não comentamos casos de processos disciplinares a alunos, mas é nosso dever investigar todas as queixas recebidas", diz a Universidade de Abertay, em comunicado.

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