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Correio da Manhã

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ETA REGRESSA COM EXPLOSÕES EM MADRID

A ETA está moribunda, mas quer mostrar que ainda não perdeu a capacidade de colocar bombas. Ontem, por volta das 17h30, um interlocutor anónimo falando em nome daquele grupo terrorista telefonou ao diário ‘Gara’, em San Sebastián, para advertir que às 18h30 ocorreriam cinco explosões em gasolineiras de Madrid. A ameaça cumpriu-se e dois polícias ficaram feridos.
4 de Dezembro de 2004 às 00:00
Imediatamente após o telefonema, o jornal avisou a polícia, que mandou logo evacuar as gasolineiras mencionadas pelo interlocutor anónimo. Apesar das precauções tomadas, dois polícias ficaram ligeiramente feridos na estação de serviço da Repsol que serve a A5, ao lado da subestação eléctrica Casa do Campo.
A restantes gasolineiras visadas foram: a da Repsol na M607, ao quilómetro 10,9, no sentido de entrada em Madrid; a da BP, na A45, quilómetro 6; a que serve a A3, em Campus de Vallecas; e a da A6, junto ao hipódromo.
As explosões, que causaram danos ligeiros nas gasolineiras, levaram a polícia a fechar várias auto-estradas, o que causou um verdadeiro caos no trânsito. É que muitos espanhóis aproveitaram o feriado de quarta-feira para fazer ‘ponte’ e gozar umas mini-férias fora de casa.
Com estes ataques, a liderança da ETA tenta mostrar que, apesar de fragilizada, ainda está viva. O cerco movido pelas autoridades espanholas, já durante o governo de Aznar, levou à detenção de muitos membros da cúpula do grupo, deixando-o decapitado e dividido. Recorde-se que alguns importantes líderes etarras presos exortaram mesmo ao fim da luta armada.
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