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ETA volta a atacar PSE

A ETA voltou a colocar o Partido Socialista Basco (PSE) no seu ponto de mira. Dois dias depois do atentado contra a sede do partido em Bilbao, o grupo terrorista fez ontem explodir outra bomba junto a instalações do PSE, desta vez em Elgoibar, Guipúzcoa. Não houve vítimas, mas a explosão provocou avultados danos materiais.
21 de Abril de 2008 às 00:30
Explosão causou avultados danos materiais na sede do PSE
Explosão causou avultados danos materiais na sede do PSE FOTO: Vincent West / Reuters

A bomba, com cerca de três quilos de explosivos, explodiu por volta das 03h25 da madrugada, danificando de forma significativa os escritórios do PSE em Elgoibar. Minutos antes, um indivíduo afirmando falar em nome da ETA tinha telefonado para a assistência rodoviária basca a avisar para a iminência da explosão da bomba.

As autoridades policiais espanholas foram avisadas e rapidamente cercaram a zona e ordenaram a evacuação dos edifícios adjacentes, evitando que os moradores ficassem feridos na explosão.

O atentado ocorreu dois dias depois de sete polícias terem sofrido ferimentos ligeiros na explosão de outra bomba da ETA, junto à sede do PSE no bairro de La Peña, em Bilbao. Os responsáveis do partido já ordenaram o reforço imediato da segurança em todas as instalações partidárias.

EMBOSCADA CONTRA POLÍCIA BASCA

Um grupo de mais de 40 apoiantes da ETA fez sábado uma emboscada a agentes da polícia basca, cercando-os, quando estavam a identificar três pessoas que se encontravam a fixar cartazes do grupo ilegalizado Segi, em Renteria. Os desacatos, que ocorreram pelas 12h00 de ontem nas imediações de uma estação ferroviária, obrigaram os agentes cercados a pedir reforços e a disparar para o ar para dispersar os atacantes. Pelo menos dois dos agressores foram detidos e nove agentes policiais sofreram ferimentos sem gravidade. A equipa de apoio aos presos da ETA, a Askatasuna, afirmou que os detidos foram transportados para o Hospital José Luís Gurrutxaga e apresentam "golpes por todo o corpo", pelos quais responsabilizam a polícia.

O presidente da Câmara de Renteria, o socialista Juan Carlos Merino, qualificou de "terrorismo" o ataque sofrido pelos agentes policiais, incentivando-os a "lutar contra este tipo de ditadura". Merino explicou ainda que "o grupo pretendia fazer algum tipo de acção".

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