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Correio da Manhã

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Etarras acusam Paris de política de avestruz

O megajulgamento de 14 destacados membros do aparelho logístico da ETA começou ontem em Paris com uma mensagem dos arguidos, lida em francês por Félix Ignacio Esparza Luri. Dirigindo-se ao governo francês, os etarras acusaram-no de não se envolver, com o seu “negacionismo absurdo e grotesco”, na busca de uma solução para o País Basco.
18 de Novembro de 2006 às 00:00
Manif pelo etarra De Juana. A ETA quer o fim das condenações
Manif pelo etarra De Juana. A ETA quer o fim das condenações FOTO: Alfredo Aldai / Epa
“Com esta política de avestruz, o governo de França corre o risco de propagar o conflito”, afirmaram os etarras, acusando-o de não aproveitar “a oportunidade que surgiu agora”.
Entre os arguidos, que são acusados de posse de armas e documentos falsos, receptação de veículos roubados, uso de matrículas falsas e receptação de fundos das extorsões, incluem-se figuras como Asier Oyarzabel Txapartegui.
Enquanto em Paris se iniciava o julgamento, em Bilbau negociadores do Batasuna – Arnaldo Otegi, Rufi Etxeberria e Arantza Santiesteban – emitiram um comunicado em que salientam que a solução para a actual crise no processo de paz basco consiste em alcançar uma “aproximação suficiente sobre a metodologia e a agenda do diálogo entre os partidos, que deve incluir a territorialidade e a autodeterminação”.
Esta pressão sobre o governo de Zapatero surge no mesmo dia em que em Madrid a etarra Belén González Peñalva foi condenada a mais de 187 anos de prisão pelo assassinato, em 1985, do coronel Vicente Calatayud e do seu condutor, Jesus Garmendia, e ainda de Esteban García.
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