EUA acreditam que Rússia adulterou zona alvo de armas químicas na Síria

Missão dos inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas na Síria deveria arrancar esta segunda-feira.
16.04.18
Esta segunda-feira, deveria arrancar a missão dos inspectores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) na Síria, motivada pelo ataque com agentes nervosos em Douma, a 7 de abril. Contudo, o diretor-geral da OPAQ, Ahmet Üzümcü, indicou à delegação britânica que ainda não foi concedido acesso aos locais afetados. Os funcionários pretendem recolher provas sobre a ofensiva que os EUA, Reino Unido e França imputam à Síria.
EUA ameaçam com novos ataques à Síria

Esta segunda-feira, numa reunião à porta fechada na sede da OPAQ em Haia, Holanda, o enviado norte-americano levantou a hipótese de a Rússia ter adulterado o local do alegado ataque com armas químicas. "Pensamos que os russos podem ter visitado o local. É uma preocupação que eles o possam ter adulterado com a intenção de invalidar os esforços da missão da OPAQ de conduzir uma investigação eficaz", afirmou Kenneth Ward, citado pela Reuters. "Estamos a demorar muito na condenação, por este Conselho, do governo sírio pelo seu reino de terror químico."

Uma fonte diplomática indicou à agência noticiosa que podem ter sido removidas provas da zona de Douma enquanto os inspetores estavam a negociar com o regime sírio as condições de acesso às áreas afetadas.

No terreno, os inspetores da OPAQ tencionam recolher amostras, entrevistar testemunhas e angariar provas para determinar que toxinas foram usadas contra as vítimas. Não cabe à organização apurar as responsabilidades, nesta fase.

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