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Correio da Manhã

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EUA NÃO VÃO ABANDONAR O IRAQUE

As tropas norte-americanas estão no Iraque para cumprir a sua missão até ao fim, haja o que houver. A garantia foi dada pelo presidente George W. Bush, que assegurou que os recentes ataques contra as tropas americanas não conseguirão forçar os EUA a abandonarem o país e deixá-lo à mercê de ditadores.
3 de Julho de 2003 às 00:00
“Estes grupos responsáveis pelos ataques julgam que encontraram uma oportunidade para ferir a América, para abalar a nossa determinação na guerra contra o terrorismo e para nos forçar a abandonar o Iraque antes de a liberdade estar completamente implantada. Eles estão errados e não vão alcançar os seus objectivos. Não haverá um regresso à tirania”, afirmou Bush, prometendo eliminar todos os focos de resistência e lançando mesmo um desafio aos partidários de Saddam Hussein. “Eles julgam que nos podem atacar. Pois eles que venham. Temos a força necessária para lidar com qualquer situação”, assegurou.
Idênticas garantias deixou ontem em Bassorá o secretário britânico dos Negócios Estrangeiros, Jack Straw, para quem os últimos ataques contra as tropas americanas e britâncias “apenas vieram reforçar a determinação” de Washington e Londres quanto à necessidade de eliminar aquilo que resta do regime de Saddam Hussein.
Apesar de todas as garantias, o Pentágono está a estudar um pedido do chefe da administração interina do Iraque, Paul Bremmer, para o envio de mais soldados e administradores civis para o país. A própria opinião pública americana parece não acreditar muito nas garantias de Bush segundo uma sondagem ontem publicada, apenas 57 por cento dos americanos acreditam que as coisas estão a correr bem para os EUA no Iraque, uma acentuada queda em relação ao mês passado, quando 70 por cento partilhavam aquela opinião.
Entretanto, um dos soldados norte-americanos feridos no ataque de terça-feira contra um veículo militar morreu ontem, aumentando para 23 o número de americanos mortos desde que Bush anunciou o final dos combates, em Maio. Os EUA anunciaram ainda que a explosão numa mesquita de Falluja, que provocou a morte a nove iraquianos na terça-feira, terá sido provocada pela deflagração de uma bomba que estava a ser construída.
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