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Correio da Manhã

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EUA preparam operação militar na Síria

O secretário de Estado, John Kerry, diz que há provas "indesmentíveis" de um ataque químico nos arredores de Damasco.
27 de Agosto de 2013 às 11:14

O presidente norte-americano, Barack Obama, está a planear um ataque contra a Síria com objetivos e duração limitada, avança, esta terça-feira, a imprensa norte-americana. Depois do secretário de Estado John Kerry considerar que há provas “indesmentíveis” de um ataque químico e afirmar que “todas as provas” apontam para a responsabilidade do regime de Bashar al-Assad no massacre, Barack Obama equaciona uma ação de retaliação.

Segundo o Washington Post, que cita fontes não identificadas do Governo, o Presidente dos Estados Unidos da América está a ponderar uma ação militar na Síria,  pensada para não durar mais de dois dias, procurando manter o país à margem de uma maior intervenção numa guerra civil que se prolonga há 29 meses.

Já o New York Times destaca que Obama ainda terá que decidir sobre o tipo de operação militar, mas prefere uma ação limitada. Num cenário de curta duração e com objetivos definidos, o New York Times explica que a ação militar deverá envolver o lançamento de mísseis a partir de navios no Mediterrâneo contra alvos militares sírios.

A imprensa salienta ainda que nos próximos dias, enquanto Barack Obama mantém contactos de alto nível com os seus aliados, serão reveladas informações que sustentam a utilização de armas químicas por parte do regime sírio.

EUA não tem dúvidas de que Bashar al-Assad usou armas químicas contra “os mais vulneráveis”

Apesar dos inspetores da ONU ainda não terem concluído a investigação ao eventual uso de armas químicas na Síria, Washington não tem dúvidas e consideram que ataque químico nos arredores de Damasco é "indesmentível".  O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, garantiu, na segunda-feira, que foram utilizadas armas químicas, acrescentando que se trata de uma "obscenidade moral" que não vai ficar impune. "O presidente Obama considera que aqueles que usam as armas mais atrozes contra as populações mais vulneráveis do planeta, terão de ser responsabilizados", afirmou o chefe da diplomacia norte-americana, assegurando também que Obama tomará em breve “uma decisão informada”.

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