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EUA previam estabilização até 2006

O plano para a invasão do Iraque previa como data para a estabilização do país o final de 2006 e ainda que nessa altura apenas cerca de cinco mil efectivos dos EUA permanecessem no terreno. Os dados do plano, elaborado pelo general Tommy Franks (actualmente na reserva), foram divulgados pelo National Security Archive (NSA), que classificou as previsões como completamente alucinadas.
16 de Fevereiro de 2007 às 00:00
EUA previam estabilização até 2006
EUA previam estabilização até 2006 FOTO: Reuters
“Primeiro de tudo, presumiram que o governo provisório estaria a funcionar no Dia D, depois, que os iraquianos se manteriam sossegados nos quartéis e que seriam parceiros fiáveis e, por fim, que o período do pós-guerra duraria apenas alguns meses”, explicou Thomas Blanton, director executivo do NSA, organismo de investigação da Universidade George Washington, em Washington D.C.“Tudo isto eram apenas ilusões”, concluiu Blanton.
Na verdade, quase quatro anos após a invasão do Iraque, os EUA mantêm no terreno 132 mil efectivos e vão em breve reforçar o contingente.
Os documentos agora revelados, sob a forma de arquivos informáticos de texto e de imagem, foram apresentados por Franks – então chefe do Comando Central dos EUA –, em Agosto de 2002, menos de um ano antes da invasão.
Os comandantes previam que, após o final dos combates, haveria um período de “estabilização” de dois a três meses, seguido de 18 a 24 meses de período de “recuperação”.
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