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Correio da Manhã

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EUA querem reduzir presença no Iraque

O secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, visitou esta quarta-feira de surpresa o Iraque, onde se encontrou com o primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim Jaafari, em Bagdad, para acertar ideias sobre a redução do número de soldados da Força Multinacional.
27 de Julho de 2005 às 14:18
Donald Rumsfeld encontrou-se com Ibrahim Jaafari em Bagdad
Donald Rumsfeld encontrou-se com Ibrahim Jaafari em Bagdad FOTO: Reuters
“Vamos realizar várias acções no terreno para modificar a posição das tropas iraquianas em algumas zonas do país, o que implicará uma redução do número de efectivos da Força Multinacional”, revelou o governante iraquiano numa conferência de Imprensa.
Sem precisar o número de militares que esta redução vai abranger nem datas para a sua efectivação, Jaafari acrescentou apenas que ela decorrerá com o consenso do Governo de Bagdad, para não criar qualquer vazio em questões de segurança, o que seria muito prejudicial para o país.
Para o primeiro-ministro iraquiano, chegou o momento de planear uma transição coordenada entre o controlo militar da Força Multinacional liderada pelos EUA, que conta com cerca de 170 mil soldados, a maioria americanos, e as forças de segurança iraquianas.
Antes do encontro entre Rumsfeld e Jaafari, o comandante do contigente dos EUA no Iraque, general George Casey, já tinha aludido à possibilidade de o número de soldados norte-americanos poder ser reduzido, no caso do processo político no país e a preparação das forças de segurança iraquianas continuarem a evoluir favoravelmente.
“Acredito que poderemos reduzir substancialmente o número de soldados no terreno após as eleições na Primavera ou Verão do próximo ano”, defendeu George Casey.
Nesse sentido, Donald Rumsfeld voltou a apelar para que não ocorram quaisquer atrasos na redacção da nova Constituição iraquiana, cujo texto deverá estar concluído até 15 de Agosto. ”É tempo de seguir em frente”, afirmou o secretário da Defesa dos EUA, que aconselhou os líderes iraquianos a resistirem ao que classifica como interferências dos países vizinhos Síria e Irão. Washington acusa a Síria de permitir a entrada de militantes islâmicos no Iraque e aponta o dedo ao Irão como estando a tentar ganhar influência política em Bagdad.
“É importante que os iraquianos trabalhem com os seus vizinhos para tentar melhorar o comportamento do Irão e da Síria. Têm de ter uma comunicação mais agressiva com os governos destes dois países para impedir que os terroristas estrangeiros continuem a entrar no Iraque através das suas fronteiras e sirvam de refúgio aos rebeldes”, sublinhou Rumsfeld.
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