Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e os Países Baixos denunciaram que Navalny morreu envenenado com uma toxina letal presente em rãs-dardo venenosas da América do Sul.
O secretário de Estado norte-americano declarou este domingo, em Bratislava, que os Estados Unidos não querem uma Europa "dependente" ou "vassala" de Washington e recusou questionar as conclusões europeias sobre a morte do oposicionista russo Alexei Navalny.
"Não queremos que a Europa seja dependente, não estamos a pedir que a Europa seja vassala dos Estados Unidos", disse Marco Rubio numa conferência de imprensa conjunta, em Bratislava, com o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, acrescentando que o que Washington pretende é que seja uma "parceira".
Rubio frisou que Washington não se opõe a que os membros europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) desenvolvam as suas próprias capacidades militares, insistindo que os EUA não querem países "vassalos e dependentes, mas sim aliados fortes".
Rubio afirmou que, numa aliança integrada por países, quanto mais fortes forem os seus membros, mais forte será a aliança, e por isso afirmou que os EUA não veem com maus olhos que outras nações tenham mais influência na NATO ou melhorem as suas capacidades militares.
Rubio reuniu-se este domingo em Bratislava com Fico para, segundo o Departamento de Estado norte-americano, discutir a cooperação energética e na área da segurança.
A visita de Rubio a Bratislava acontece depois da presença na 62.ª sessão da Conferência de Segurança de Munique (MSC), na Alemanha, e antes de se reunir com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, na segunda-feira.
Na reunião, segundo o Departamento de Estado norte-americano, Rubio e Fico falariam sobre o reforço da cooperação bilateral em matéria de energia nuclear e diversificação energética, bem como o apoio à modernização militar da Eslováquia e os compromissos do país na NATO.
Sobre as conclusões de cinco países europeus que investigaram a morte de Navalny, alegando que foi envenenado numa prisão russa, o secretário de Estado norte-americano afirmou não haver "nenhum motivo" para as questionar.
"É claro que não temos nenhuma razão para não acreditar nelas. Não as contestamos", referiu na conferência de imprensa em Bratislava, onde está de visita por algumas horas.
Sábado, num comunicado conjunto, o Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e os Países Baixos denunciaram que Navalny morreu envenenado com uma toxina letal presente em rãs-dardo venenosas da América do Sul.
Na nota, os cinco países sublinharam que os respetivos governos chegaram a esta conclusão com base em amostras recolhidas a Navalny, que confirmaram de forma conclusiva a presença desta substância denominada epibatidina.
A Rússia afirma que Navalny morreu de causas naturais na prisão, em fevereiro de 2024. No entanto, dada a toxicidade da epibatidina e os sintomas relatados, é muito provável que o envenenamento tenha sido a causa da sua morte, acrescenta a nota.
Estima-se que este veneno seja 200 vezes mais potente do que a morfina, segundo noticiaram este domingo meios de comunicação britânicos.
Este domingo, a diplomacia russa classificou como "necropropaganda" e "ultraje aos mortos" as acusações dos cinco governos sobre o envenenamento de Navalny.
"O método escolhido pelos políticos do Ocidente, a necropropaganda, desperta verdadeiro estupor", assinalou a Embaixada da Rússia em Londres, num comunicado divulgado pela agência TASS, na véspera de se assinalar o segundo aniversário da morte do opositor numa prisão do Ártico.
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