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EUA vão voltar a executar penas de morte a nível federal

Primeira execução deverá ser a de um supremacista branco condenado por ter assassinado uma família.
25 de Julho de 2019 às 20:30
Donald Trump
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O Departamento de Justiça norte-americano vai retomar as execuções da pena de morte a nível federal. Há quase 20 anos que esta prática foi abolida a nível federal. 

William Barr, o procurador-geral dos EUA anunciou também esta quinta-feira as datas das próximas cinco execuções. O primeiro condenado à pena de morte vai ser Daniel Lewis Lee, membro de um grupo supremacista branco, condenado pelo assassínio de uma família de três pessoas, incluindo uma criança de oito anos, no Illinois. A execução está marcada para 9 de dezembro deste ano. 

"O Congresso autorizou expressamente a pena de morte através de legislação adotada pelos representantes do povo nas duas câmaras do Congresso e subscritas pelo Presidente [Donald Trump]", explicou Barr num comunicado citado pelos meios de comunicação norte-americanos. "O Departamento de Justiça respeita o Estado de Direito – e temos o dever perante as vítimas e as suas famílias de levar a cabo as penas aplicadas pelo nosso sistema judicial."

Existem, neste momento, 62 condenados federalmente à espera de execução. A última execução a nível federal foi a de Louis Jone, morto em 2003, depois de ter sido considerado culpado pelo rapto e homicídio de uma militar de 19 anos. Desde então, a execução de prisioneiros federais foi suspensa de forma informal.

A nível estadual, a pena de morte mantém-se em 29 estados, mas muitos aplicaram moratórias.

De acordo com o The Washington Post, deverá ser introduzida uma nova injeção letal que usa o pentobarbital, uma droga que atua rapidamente e mata através de paragem respiratória.

As cinco execuções devem ocorrer entre dezembro deste ano e janeiro de 2020. Os condenados que deverão ser executados são: Lezmond Mitchell, condenado pela morte de uma criança de nove anos e da sua avó; Wesley Ira Purkey, que violou e matou uma rapariga de 16 anos e assassinou uma mulher de 80; Alfred Bourgeois, que abusou e matou a própria filha de dois anos e Dustin Lee Honken, que matou cinco pessoas, entre eles, duas crianças.

Kamala Harris, a candidata às eleições primárias do Partido Democrata, criticou esta decisão, referindo que o sistema da pena capital "é imoral e tem muitas falhas". "Precisamos de uma moratória nacional à pena de morte, não uma ressurreição", disse a senadora que, enquanto esteve na procuradoria de São Francisco, rejeitou pedir a pena de morte para o responsável pela morte de um polícia.
EUA Departamento de Justiça William Barr
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