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Correio da Manhã

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EUA VIOLAM FRONTEIRA IRAQUE-KOWEIT

As Nações Unidas revelaram que os seus observadores junto à fronteira entre o Iraque e o Koweit detectaram vários buracos na cerca electrificada que separa os dois países, alguns dos quais com cerca de 300 metros de largura.
7 de Março de 2003 às 11:59
EUA VIOLAM FRONTEIRA IRAQUE-KOWEIT
EUA VIOLAM FRONTEIRA IRAQUE-KOWEIT
Segundo um porta-voz da ONU, desde o passado dia 4 de Março, foram descobertos entre 10 a 15 buracos em vários sítios da cerca, que podem facilitar a entrada de tropas e carros de combate na zona desmilitarizada que divide os dois países.

Os observadores das Nações Unidas desconfiam que os cortes na cerca tenham sido cometidos por fuzileiros norte-americanos, que nos últimos dias têm circulado pela região.

Fred Eckhard, porta-voz da ONU, assinalou que foram detectados por diversas vezes indivíduos com corte de cabelo à militar, vestindo à civil e deslocando-se em veículos todo-o-terreno, junto à cerca electrificada.

Ainda segundo Eckhart, alguns desses indivíduos estavam armados e identificaram-se como fuzileiros dos EUA, o que deixa antever que se possa tratar de uma missão exploratória para uma eventual acção militar no Iraque.

A confirmar-se que os cortes na cerca foram efectuados efectivamente por militares norte-americanos, a ONU estará perante uma violação da lei internacional.

A zona desmilitarizada entre o Iraque e o Koweit foi estabelecida pelas Nações Unidas após a Guerra do Golfo, em 1991, que pôs fim à invasão do Koweit pelas forças iraquianas.

A notícia destas alegadas violações cometidas pelos soldados norte-americanos surge no mesmo dia em que o chefe dos inspectores de desarmamento da ONU, Hans Blix, apresenta um novo relatório sobre o Iraque.

Cerca de 100 mil soldados norte-americanos e britânicos estão destacados no Koweit, prontos para lançar um ataque contra o Iraque, afim de desarmarem á força o regime de Saddam Hussein.

Ontem à noite, o presidente norte-americano, George W. Bush, afirmou que os EUA, por se sentirem ameaçados, não precisam de “luz verde” da ONU para atacarem o Iraque.
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