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Europeus ilibam regime de Arafat

As contribuições financeiras da Comissão Europeia (CE) para o orçamento da Autoridade Palestiniana, cerca de 246 milhões de euros entre Novembro de 2000 e Abril de 2003, não foram utilizadas em actividades terroristas.
19 de Março de 2005 às 00:00
A conclusão é do OLAF, o organismo antifraude da UE, que terminou esta semana uma investigação de dois anos à aplicação dos fundos de apoio.
O trabalho da OLAF foi desencadeado depois de terem surgido alegações de que verbas da CE transferidas para o orçamento da Autoridade Palestiniana (AP) estariam a servir para patrocinar atentados terroristas. “Não foi encontrada qualquer prova fundada de apoio a ataques armados ou actividades ilegais financiadas pelas contribuições da CE para o orçamento”, referem as conclusões do OLAF.
No entanto, o organismo antifraude da UE “não exclui” a hipótese de algumas verbas terem sido utilizadas por alguns indivíduos para outros interesses que não os determinados. E, como tal, sugere que, como sucede já, todas as transferências financeiras para a AP continuem a ser seguidas de perto.
Outra sugestão, desta vez para a AP, diz respeito a pagamentos feitos a condenados e às famílias de mártires de atentados, “pagamentos que podem ser mal entendidos”. No relatório, o OLAF exclui ainda a hipótese de haver dinheiro da CE nos 238 milhões de dólares que a Autoridade palestiniana, ainda sob a presidência de Yasser Arafat, transferiu para contas na Suíça entre 1997 e o início de 2000.
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