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Correio da Manhã

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Ex-ditador argentino condenado a 50 anos de prisão

O ex-ditador argentino Rafael Videla, de 86 anos, foi condenado esta quinta-feira a uma pena de 50 anos de prisão devido ao seu envolvimento na "apropriação" de recém-nascidos que eram retirados às suas mães, militantes de esquerda executadas após o parto, e entregues a famílias ligadas ao regime militar que governou o país sul-americano entre 1976 e 1983.
5 de Julho de 2012 às 22:55
Rafael Videla poderá ficar na prisão até aos 136 anos
Rafael Videla poderá ficar na prisão até aos 136 anos FOTO: Reuters

A sentença do Tribunal Federal da Argentina deverá impedir que Videla possa cumprir a sentença em prisão domiciliária, pelo que irá passar os seus últimos anos de vida encarcerado.

Entre os outros dez condenados no processo, iniciado pelas 'Avós da Praça de Maio' - organização fundada pelas mães dos 'desaparecidos' durante a ditadura militar' -, consta outro ex-ditador, Reynaldo Bignone, que foi condenado a 15 anos de cadeia.

Mais pesadas foram as penas para o ex-almirante Oscar Antonio Vañek e para Jorge Acosta, o chefe dos serviços de informação da Escola Mecânica da Armada, que controlava os campos de detenção e extermínio onde estes (e outros) crimes tiveram lugar. Trinta anos para o primeiro e 40 para o segundo.

Foram investigados 35 casos de apropriação de filhos de militantes esquerdistas, incluindo dois actuais deputados argentinos. Um dos envolvidos presenciou a condenação do casal que durante muito tempo o criou.

Segundo o jornal argentino 'Clarín', diias antes da sentença, Videla negou a existência de um plano organizado para roubar bebés, acusando as grávidas detidas pelo regime militar de "utilizarem os fetos como escudos humanos".

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