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Ex-escravas sexuais na linha da frente contra o Daesh. Veja as imagens

Mulheres peshmerga são sobreviventes de um dos piores crimes da guerra da história mundial.
Correio da Manhã 14 de Fevereiro de 2020 às 11:13
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
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Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh
Ex-escravas sexuais estão agora na linha da frente na luta contra o Daesh

Milhares de mulheres e crianças foram vendidas como escravas sexuais. Tudo aconteceu em Sinjar, a norte do Iraque, quando o Daesh massacrou a minoria yazidi, em 2014.

A tragédia acabou por virar manchete: mais de 50 mil yazidis estavam em fuga pelas montanhas, sem comida e água. Calcula-se que ainda estejam mais de três mil mulheres no poder do Daesh. As mulheres peshmerga são sobreviventes de um dos piores crimes da guerra da história mundial.

As combatentes que pertencem ao batalhão têm, na maioria, 20 anos. Fazem todas o mesmo que qualquer grupo de raparigas mas a realidade é que já foram espancadas, abusadas sexualmente e escravas sexuais.

Agora, querem vingar-se de quem as fez passar momentos horríveis e comparam ir para a frente de combate como "ir a um casamento".

O único exército que combate diariamente o Daesh é o exército curdo, formado por 35% de mulheres.

Criada em 2012, a organização conta com mais de oito mil mulheres combatentes, todas voluntárias e com idades entre os 18 e os 40 anos. Quem for menor de idade não pode lutar na linha da frente mas pode juntar-se ao treino militar.

As combatentes não recebem salários e estão dependentes de fundos e doações vindas da comunidade internacional. Para além disso, é a população curda que as alimenta.

"Vejo a revolução síria, não só como uma revolução popular do povo, mas também como uma revolução da mulher", disse uma militar de 21 anos.

O grupo enfrenta a cultura machista enraizada na região. "Não me quero casar, ter filhos ou estar em casa o dia todo", disse uma das líderes do grupo.

A eficácia das mulheres na luta contra o Daesh é ainda maior, uma vez que o Estado acredita que, ser morto por uma mulher, não os deixa ir para o paraíso.

Atualmente, têm treinado sob condições difíceis de inverno num curso de treinos de três meses em Soran. Até agora já realizaram cinco cursos com armamento leve e pesado.

É a primeira vez que as mulheres participaram num treino militar de alto nível.

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