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Correio da Manhã

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Ex líder da Catalunha condenado por causa de referendo à independência

Artur Mas afastado por dois anos do exercício de cargos públicos por desobediência.
13 de Março de 2017 às 12:25
Artur Mas presidiu ao governo regional da Catalunha
Urna de voto no referendo de 9 de novembro de 2014, na Catalunha
Aspeto de uma das salas onde decorreu o referendo, em Barcelona
Manifestação em Pamplona pelo direito à escolha dos catalães
Artur Mas presidiu ao governo regional da Catalunha
Urna de voto no referendo de 9 de novembro de 2014, na Catalunha
Aspeto de uma das salas onde decorreu o referendo, em Barcelona
Manifestação em Pamplona pelo direito à escolha dos catalães
Artur Mas presidiu ao governo regional da Catalunha
Urna de voto no referendo de 9 de novembro de 2014, na Catalunha
Aspeto de uma das salas onde decorreu o referendo, em Barcelona
Manifestação em Pamplona pelo direito à escolha dos catalães
O antigo presidente do Governo Regional da Catalunha foi esta segunda feira condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça da Catalunha a dois anos de inabilitação do exercício de cargos públicos.

A pena pune o crime de desobediência, por Artur Mas ter ignorado a decisão do Tribunal Constitucional de Espanha e avançado com o referendo à independência da Catalunha, em novembro de 2014.

O tribunal condenou também a então vice-presidente Joana Ortega a um ano e nove meses de inabilitação e a conselheira para a educação Irene Rigau pena semelhante de um ano e seis meses. Os três foram absolvidos da acusação de terem cometido o crime de prevaricação administrativa.

O jornal El País adianta que os factos apreciados pelo tribunal catalão se centram em cinco dias, desde 4 de novembro, quando o Tribunal Constitucional de Espanha aprovou por unanimidade a suspensão do referendo, ao dia 9, quando se realizou a consulta popular.

Apesar da proibição do Tribunal Constitucional, o governo catalão avançou com aquilo que chamou de "consulta popular não vinculativa" na data que estava marcada.

Lembre-se que votaram 2,3 milhões de pessoas, das quais 80,7% apoiaram a criação de um estado independente na Catalunha. No entanto, só participaram na consulta popular 37.02% dos eleitores registados.

Durante o julgamento, Mas afirmou que nunca teve intenção de "cometer um delito ou desobedecer a alguém".

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