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Correio da Manhã

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Ex-militares franceses integram fileiras 'jihadistas'

Media franceses noticiam que uma dezena de antigos militares gauleses combatem no Iraque e na Síria.
21 de Janeiro de 2015 às 17:37
Primeiro-ministro francês diz que as autoridades precisam de vigiar "quase 1300 pessoas" envolvidas com grupos 'jihadistas'
Primeiro-ministro francês diz que as autoridades precisam de vigiar 'quase 1300 pessoas' envolvidas com grupos 'jihadistas' FOTO: Charles Platiau/Reuters

Uma dezena de ex-militares franceses, alguns das forças especiais ou da Legião Estrangeira, juntaram-se a diferentes grupos 'jihadistas' no Iraque e na Síria, noticiaram esta quarta-feira a rádio RFI e o jornal L'Opinion.

Questionado sobre esta notícia, o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, confirmou-as parcialmente, afirmando que "os casos de antigos militares tentados por uma aventura 'jihadista' são extremamente raros". "A DPSD (Direção de Proteção e Segurança da Defesa) vai reforçar a vigilância e os meios da DPSD vão ser aumentados", acrescentou o ministro, que falava numa conferência de imprensa sobre as novas medidas antiterroristas anunciadas de manhã pelo governo.

Segundo a RFI, a maioria desses ex-combatentes juntou-se à organização Estado Islâmico e um deles comanda um grupo de uma dezena de franceses em combate na região de Deir Ezzor (nordeste da Síria). "Outros são especialistas em explosivos. (...) Trata-se de jovens, de 20 e tal anos, alguns convertidos, outros oriundos da comunidade árabo-muçulmana", precisou ainda a rádio.

Militar integrava força de elite 

Segundo o L'Opinion, um dos ex-militares serviu no 1.º Regimento de Paraquedistas de Infantaria da Marinha de Bayonne (sudoeste), uma força de elite das Forças Armadas francesas, onde recebeu formação em técnicas de combate, tiro e sobrevivência.


O jornal adianta também que, depois de cinco anos naquela força, o homem, cuja família é de origem magrebina, integrou uma empresa de segurança privada ao serviço da qual trabalhou em instalações petrolíferas na Península Arábica. "Foi então que progressivamente se radicalizou", escreve o jornal, acrescentando que terá sido então despedido e viajado para a Síria.


O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, que durante a manhã desta quarta-feira apresentou uma série de medidas antiterroristas, afirmou que as autoridades francesas precisam de vigiar "quase 1300 pessoas" envolvidas com grupos 'jihadistas' na Síria e no Iraque.

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