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Correio da Manhã

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Ex-ministra do Ruanda acusada de genocídio

Pauline Nyiramasuhuko, ex-ministra ruandesa para os Assuntos da Mulher da Família, foi acusada de genocídio e de crimes contra a humanidade cometidos no massacre de 800.000 tutsis e hutus moderados no Ruanda, em 1994.
14 de Fevereiro de 2005 às 15:37
De acordo com a sua advogada, Nicole Bergevin, que iniciará nos próximos dias a defesa no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR) com sede em Arusha, Tanzânia, Nyiramasuhuko tem sido alvo de uma campanha mediática que a “despojou da sua dignidade e humanidade”. Nicole Bergevin prometeu provar que Nayiramasuhuko não participou no genocídio ruandês de 1994.
Nyiramasuhuko declarou-se inocente das 11 acusações que incluem genocídio, incitação pública ao genocídio, cumplicidade e crimes contra a humanidade na forma de violação, assassínio, perseguição, extermínio e outros actos desumanos.
A acusação alega que em Abril de 1994 foi instalado um posto de controlo junto à vivenda de Nyiramasuhuko e que este foi utilizado pela mesma e pelo seu filho, que também está a ser julgado, de forma a identificar e matar os tutsis que tentassem passar.
A acusada, de 59 anos, foi nomeada ministra em 1992 e integrou o Governo interino que se formou dias depois da morte do ex-presidente Juvenal Habyarimana, cujo avião foi abatido no dia 6 de Abril de 1994. A sua morte traçou o início da campanha de extermínio da minoria tutsi levada a cabo pela maioria hutu.
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