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Correio da Manhã

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EXÉRCITO ISRAELITA SITIA FAIXA DE GAZA

O Exército israelita encerrou hoje completamente a Faixa de Gaza, horas depois de ter levantado o bloqueio àquela região e após o fim da visita a Israel do secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, que não conseguiu que o primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, aceitasse congelar a expansão dos colonatos judeus em territórios palestinianos.
12 de Maio de 2003 às 10:33
EXÉRCITO ISRAELITA SITIA FAIXA DE GAZA
EXÉRCITO ISRAELITA SITIA FAIXA DE GAZA
As autoridades israelitas justificaram o bloqueio, que proíbe palestinianos e estrangeiros de entrar ou sair da Faixa de Gaza, por “questões de segurança”, adiantando que a medida se manterá até nova ordem. “No quadro do bloqueio, proíbe-se a palestinianos e a residentes estrangeiros entrar na Faixa de Gaza ou de lá sair, à excepção de diplomatas e casos humanitários”, assinalam.
A medida vai afectar principalmente os cerca de 15 mil trabalhadores palestinianos, que haviam recebido domingo autorização para se deslocarem para os seus postos de trabalho em Israel, e que agora voltam a estar impedidos de fazer.
Esta madrugada, dois jovens activistas das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, um grupo armado vinculado com o movimento Fatah, do presidente palestiniano Yasser Arafat, foram mortos durante uma incursão do Exécrito israelita em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Também nesta região, foi morto um outro jovem palestiniano, na localidade de Khan Younés.
Entretanto, os esforços de paz para o Médio Oriente voltaram a sofrer um revés, depois de Ariel Sharon ter gorado os apelos feitos por Colin Powell para que Israel e a Autoridade Palestiniana dessem “passos corajosos” em direcção à paz.
Em declarações citadas pela agência France Presse, o primeiro-ministro israelita afirmou que os colonatos judeus construídos em territórios palestinianos têm o direito de “crescer naturalmente” acompanhando o ritmo da expansão demográfica. “Querem que obriguemos os habitantes dos colonatos a abortar?”, ironizou Sharon, acrescentando que o governo israelita se recusa “a proibir à fina flor da juventude israelita que construa casas”.
Recorde-se que o congelamento, e até mesmo a demolição de alguns colonatos judeus, eram um dos requisitos para avançar com o famoso “roteiro de paz” do Médio Oriente patrocinado pelo Quarteto formado pelos EUA, UE, ONU e Rússia.
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